segunda-feira, 15 de julho de 2013

AS GAIVOTAS, poema de Eugénio de Andrade

«Gaivotas», pintura de Mirta Vidal
(Imagem retirada de http://radix.cultalg.pt)
























As gaivotas. Vão e vêm. Entram
pela pupila.
Devagar, também os barcos entram.
Por fim, o mar.
Não tardará a fadiga da alma.
De tanto olhar, tanto
olhar.

In «Com o sol em cada sílaba» (poesia), de Eugénio de Andrade (com uma fotografia do autor por Dario Gonçalves), colecção «Pequeno Formato» (n.º 5), Edições ASA, Porto, Abril de 2002 (3.ª edição).

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