quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

«Emoções lusófonas», de Joaquim Manuel Pinto Serra e Maria Faria de Brito



NOVIDADE EDITORIAL

Cabo Verde, Brasil e Portugal, para além da Língua em comum, têm um contraste de emoções entrelaçando-se numa amálgama de afectos, pressentidos nas suas individualidades históricas, linguísticas e sociais. Exibem o que de melhor existe nas suas diversidades: a entrega poética à vida, o apego a vivências solucionadas em cada olhar, em cada sorriso, em cada palavra nascida de um simples regresso, ou mesmo de uma qualquer despedida.
O sabor dessa afectividade traz-nos a musicalidade de uma morna, de um samba ou de um fado, mas a sua origem é a mesma: o amor eternizado de quem sonha, de quem se entrega ou de quem, simplesmente, respira em liberdade.
Um ritual de experiências (mais interiorizadas ou mais à flor da pele, conforme a personalidade de cada um, modeladas pela cultura, pela insularidade ou pelas condições ambientais do seu desenvolvimento psicológico – patrimónios indeléveis que nos enriquecem) oferece-nos, num longo e fraterno abraço, este aceno constante com que nos deleitamos.
Esta obra, determinada por dois modos diferentes de descrever essa genuína e transversal musicalidade com que existimos e nos doamos, como raízes de um mesmo tronco, mostra-nos que somos mais próximos do que distantes, mais irmãos do que longínquos familiares, mais solidários do que antagonistas numa lusofonia feita de contradições e de reencontros, mas, sobretudo, desta imensa alegria de viver.
A essa lusofonia de sentimentos e a todos os que a ela se dão com as almas despidas de quaisquer contrariedades difíceis de compreender ou de aceitar, oferecemos esta narrativa, feita de descobertas e frustrações, ilusões e sensibilidades. E que, mau grado quaisquer acordos ou desacordos ortográficos existentes, é sempre um elo de ligação de todos os nossos anseios e desilusões, e de todas as nossas virtudes e desvirtudes.
Este livro é um compromisso e uma contribuição que nós, autores, ofertamos a quem acredita na nossa grande riqueza: a lusofonia emocional que nos rodeia, consubstanciada numa língua comum e numa convivência criativa, feita de imaginação, emancipação e liberdade.
                                                                                                        Joaquim Manuel Pinto Serra


Após a apresentação desta narrativa, quero, da minha parte, reiterar o nosso propósito de homenagear a Lusofonia, esta cumplicidade que nos irmana através da língua comum pela qual nos entendemos, embora com as diversidades provocadas, a princípio, pela distância e pelas novas influências, a resvalar depois para novas ramificações.
Foi ainda no âmbito da Lusofonia que achei bem associar a língua ao território, observando a vida do nosso povo, com as suas tradições, os seus preconceitos e os seus heróis, desde os tempos mais remotos. Assim, reportei à década em que nascemos, com a manifestação do Capitão Ambrósio, tema já conhecido e tratado por muitos cabo-verdianos.
Tratando-se de uma narrativa histórica, baseámo-nos em factos reais, para os quais tivemos o cuidado de verificar o respectivo tempo e a autenticidade, consultando fontes fidedignas. Pesquisas na «Internet» levaram-me ao magazine «Esquina do tempo», de Manuel Brito Semedo, às publicações de Luís Silva e a uma entrevista de Lilica Boal, todos publicados no «Facebook». Os meus agradecimentos aos respectivos autores e divulgadores.
À volta dos factos, girou a nossa fantasia. Uma família serviu-nos de modelo com as qualidades reconhecidas no seu protagonista, que admiramos pelo carácter, formação e intervenção, no desejo de libertar a sua terra dos abusos do colonialismo. Seguimos a obra dos seus descendentes, fazendo-os agir pela forma real, sempre digna, que conheci; ou imaginária, representando personagens que queríamos expor como modelos de determinadas situações.
Agradecemos aos que sobreviveram até aos nossos tempos, pela confiança que depositaram em nós, compreendendo a nossa trama e fornecendo algumas informações.
O terceiro capítulo, a meu cargo, apresenta-se como um misto de roteiro turístico, nas viagens pelas ilhas, a par dos apontamentos linguísticos sobre curiosidades da expressão crioula, além de um envolvimento amoroso que lhe deu o nome: «Fruto Proibido».
Quanto ao aspecto linguístico, não tive a pretensão de apresentar um trabalho científico. São apenas o resultado da minha experiência e da minha curiosidade no que diz respeito a certas origens, satisfeita pela consulta a obras dos filólogos Baltasar Lopes da Silva e Dulce Almada.
Após o quarto capítulo, apresentámos dois epílogos, nessa narrativa em que também fomos personagens participantes, interagindo com outras de ficção ou reais em situações fictícias.
Esperando ter agradado, deixo a todos um abraço fraterno.
Bem hajam!
                                                                                                                                                                         Maria Faria de Brito
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OS AUTORES

Joaquim Manuel Pinto Serra – Nasceu em Portugal (Loulé) e reside em Lisboa, depois de ter vivido em Coimbra durante cerca de sessenta anos. Médico psiquiatra, foi assistente hospitalar no Hospital Psiquiátrico de Sobral Cid e chefe de serviço no Centro Psiquiátrico de Recuperação de Arnes, de que foi director (de 1984 a 1996).
Actualmente, está aposentado da carreira hospitalar e continua a exercer a sua especialidade, como profissional liberal.
É professor em várias academias de seniores, na cidade de Lisboa, leccionando a disciplina «A Arte de Envelhecer».
Tem publicados, até ao presente, dezassete livros: nove de poesia, quatro colectâneas de contos, dois romances, um de crónicas e um de ficção juvenil, este em co-autoria com Maria Armanda Tavares Belo.


Maria Faria de Brito – De seu nome completo Maria do Espírito Santo Pinheiro de Faria de Brito, nasceu em Cabo Verde (ilha Brava) e reside na ilha de São Vicente (Mindelo) onde fez os estudos primários e secundários. Frequentou o Liceu Gil Eanes, no qual mais tarde exerceu a sua actividade profissional, como professora de Francês. Foi depois contratada para a Escola Preparatória Jorge Barbosa.
Após a independência do país, no âmbito da actualização do ensino, foi destacada para frequentar o IPFE (Institut pour les Professeurs de Français à l´Étranger), na Universidade da Sorbonne em Paris, onde obteve o DSML (Diplôme Supérieur de la Méthodologie de la Langue).Tem publicadas duas obras: uma de poesia – «Ao Sol do Entardecer da Idade» – e outra de poesia e prosa – «ponte@palavra.cv.br» –, esta em co-autoria com Maria Helena Sato e Lavínia St. Aubyn.
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FICHA TÉCNICA
Livro: Emoções lusófonas
Autores: Joaquim Manuel Pinto Serra e Maria Faria de Brito
Fotografia da capa e da contracapa: José António Pereira
Coordenação editorial e revisão: Vitalino José Santos
Editora: Mar da Palavra - Edições, L.da
PVP: 16,96 €
N.º de páginas: 160
Formato: 14,5 x 21,0 cm
ISBN: 972-8910-78-5 (EAN: 978-972-8910-78-5)
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Registo de notícias e outras referências:

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

NOVIDADE EDITORIAL: «As flores também sonham», de Celeste de Almeida Gonçalves (com ilustração de Sandra Serra)

































SINOPSE

Era uma vez uma bela flor amarela que vivia num jardim junto de outras flores, plantas e árvores. Sempre voltada para o sol, rodando a sua corola, a flor era especial pois além de bela e elegante, também sonhava.
Esta flor recebia diariamente a visita de um menino mágico que tinha grande apreço e admiração por ela.
Certo dia, depois das palavras elogiosas do menino, a flor, que era um girassol, sentiu um profundo desejo de voar. A sua ânsia de conhecer o mundo para lá do jardim que habitava, de descobrir outros lugares e viver novas experiências, tornou-se de tal forma intenso que não hesitou em partilhá-lo com os seus companheiros.
Foi então que o amigo gato aconselhou este girassol a contar ao menino mágico o seu sonho de voar.
Por vezes, é preciso magia para que os sonhos aconteçam. O menino mágico compreendeu as razões da grande flor e concedeu-lhe o poder de voar. Mas a magia não basta. O girassol teve de fazer o seu esforço e empenhar-se para realizar a grande proeza de voar. Coragem e determinação não lhe faltaram. E todos os habitantes do jardim lhe deram ânimo para concretizar o seu sonho.
O que a seguir se passou foi uma verdadeira e espantosa aventura.
Acompanhado por uma joaninha e um sapo, pelo caminho do seu sonho tornado realidade, o girassol debateu-se com uma águia armada em rainha das alturas, encontrou uma menina curiosa e bondosa, um menino doente e agradecido, um circo onde se tornou um maravilhoso dançarino, um parque de diversões no qual experimentou o «skate», o escorrega, o baloiço, a trotineta e o basquetebol, revelando destreza e extraordinárias habilidades. Até de bicicleta o girassol andou, numa simpática boleia de um menino, sempre com o sapo e a joaninha seus companheiros inseparáveis, atrelados a si.
A flor do sol teve ainda a oportunidade de visitar uma família, conhecer um cão muito solidário e descobrir que já era notícia de televisão.
É claro que também correu riscos e apanhou grandes sustos, mas venceu os desafios que enfrentou.
Finalmente, a flor regressa ao seu jardim, como havia prometido ao menino mágico, iluminada por uma escolta de pirilampos, sempre com o sapo bem agarradinho às suas raízes e a joaninha pousada na sua corola.
A partilha da sua aventura com as outras flores e habitantes do jardim aconteceu noite adentro. Mas, antes, o menino mágico colocou-a de novo na terra, no seu lugar, regando-a abundantemente.
O que as outras flores não sabiam é que o desejo de voar e de conhecer mais sobre o mundo continuava a habitar o coração do girassol. Só o menino mágico sabia que a aventura iria continuar.
Esta é uma história sobre a importância de sonhar. Ensina, de um modo divertido, que os sonhos se realizam, mas é preciso coragem e empenho para tal.
Os valores da amizade, da liberdade, da responsabilidade, da solidariedade, do conhecimento e da verdade estão presentes nesta fantástica aventura da flor que queria voar, ao longo das inesperadas e divertidas peripécias pelas quais passa.
«As flores também sonham» é um conto infantil para crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 10 anos.
Celeste de Almeida Gonçalves
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A AUTORA
Celeste de Almeida Gonçalves  – Nasceu em 1961, na cidade de Coimbra. Licenciada em Filosofia, pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, é professora no ensino oficial português, aliando a sua dedicação à escrita com o trabalho na área da Educação. É autora do livro infanto-juvenil «A Oliveira Mágica», inspirado na intimidade de uma criança com a Natureza. Apresenta agora «As Flores Também Sonham», o seu segundo livro infantil editado.
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FICHA TÉCNICA
Livro: As flores também sonham
Autora: Celeste de Almeida Gonçalves
Ilustração, «design» e paginação: Sandra Serra
Coordenação editorial e revisão: Vitalino José Santos
Pré-impressão: Nuno Beirão
Editora: Mar da Palavra - Edições, L.da
PVP: 12,72 €
N.º de páginas: 40 (38 + guardas)
Formato: 23,5 x 26,5 cm
ISBN: 972-8910-77-8 (EAN: 978-972-8910-77-8)
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FILME (animação):
https://www.youtube.com/watch?v=NwX6EEMSLuI
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Registo de notícias e outras referências:
http://www.bibliofeira.com/editar/271404311/
https://www.wook.pt/livro/as-flores-tambem-sonham-celeste-de-almeida-goncalves/21043755
https://www.bertrand.pt/ficha/as-flores-tambem-sonham?id=21043755
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10207661034602297&set=a.2650952651452.90601.1784836762&type=3&theater
https://escritores.online/livros/as-flores-tambem-sonham/
https://cs.eventbu.com/idanha-a-nova/apresentacao-publica-do-livro-as-flores-tambem-sonham/7786457
https://beiranews.pt/2017/11/celeste-goncalves-apresenta-em-idanha-a-nova-mais-um-livro-infantil/
https://allevents.in/idanha-a-nova/apresentação-pública-do-livro-as-flores-também-sonham/1520552364687422
http://www.aenacb.pt/biblioteca/813-escritora-celeste-gonçalves-vem-à-escola.html
http://www.radiocastelobranco.pt/noticias/cultura/2017/novembro/as-flores-tambem-sonham-hoje-em-idanha-a-nova/
https://www.facebook.com/MunicipioIdanhaNova/photos/pcb.1569936299730184/1569930429730771/?type=3&theater
http://www.rcb-radiocovadabeira.pt/pag/41834

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

14 de Novembro de 2017 (18h00), Centro Cultural do Mindelo (Cabo Verde): Segunda sessão de apresentação de EMOÇÕES LUSÓFONAS, livro conjunto de Joaquim Manuel Pinto Serra e de Maria Faria de Brito


A editora Mar da Palavra associa-se ao convite dos seus autores Joaquim Manuel Pinto Serra e Maria Faria de Brito para a segunda sessão pública em Cabo Verde, no Centro Cultural do Mindelo, do livro «Emoções lusófonas», no dia 14 de Novembro de 2017, pelas 18h00. A apresentação será afectuada pelo escritor Evel Rocha, a que se junta o músico Chico Serra, para um apontamento ao piano.

domingo, 5 de novembro de 2017

10 de Novembro de 2017 (18h00), Cidade da Praia (Cabo Verde): Sessão de lançamento de EMOÇÕES LUSÓFONAS, livro conjunto de Joaquim Manuel Pinto Serra e de Maria Faria de Brito

A editora Mar da Palavra associa-se ao convite dos seus autores Joaquim Manuel Pinto Serra e Maria Faria de Brito para a primeira sessão pública (ou de lançamento), em Cabo Verde (na Cidade da Praia), do livro «Emoções lusófonas», no dia 10 de Novembro de 2017, pelas 18h00, no Instituto Internacional de Língua Portuguesa, cuja apresentação será afectuada pela escritora Fátima Bettencourt.