terça-feira, 26 de janeiro de 2016

NOCTURNO DE BUARCOS, poema de António Pedro Pita

António Pedro Pita – foto encontrada em http://leduardolourenco.blogspot.pt/

De tanto mar
de tanta luz

do vento   das gaivotas
da pegada da maresia

guardar um pouco de dia

E no fim da praia
esperam o autocarro
sobem um a um três
degraus
compram bilhete
descansam no lugar, se
possível junto da janela
e a areia extingue-se
o mar seca
o sol
cai

In «Quem da sombra nada sabe», de António Pedro Pita, Pé de Página Editores, Coimbra, Janeiro de 2007 (1.ª edição).

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