segunda-feira, 16 de novembro de 2015

«O poeta vê o mundo e recolhe um sentimento de urgência», diz o brasileiro Fernando Paixão

Imagem encontrada em http://misteriosdomundo.org/














«O poeta vê o mundo e recolhe um sentimento de urgência. Não deixa de se comover e perguntar. Por meio dessa metafísica própria, substancial, é que deixará de acreditar nas sombras projectadas na caverna e vai querer tocar fogo, à maneira de um construtor de chamas. Continua legítima, portanto, a máxima de Novalis ao afirmar que “todo o visível adere ao invisível”. Penso que é esse elo de aguda especularidade que deve ser hoje revistado pela poesia.»

(Fernando Paixão, in «Brasil 2000 - Antologia de Poesia Contemporânea Brasileira», organizada por Álvaro Alves de Faria, Alma Azul, Coimbra-Castelo Branco, Outubro de 2000, 1.ª edição)

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