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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

"A saga do arco-íris", obra de teatro de Ricardo Kalash

A saga do arco-íris”, da autoria de Ricardo Kalash (pseudónimo de Henrique Ricardo Pereira Marques da Silva), é a uma obra de estreia, de reflexão e de muitas interrogações acerca da vida e da metáfora que se funda no arco-íris… É também um texto de homenagem ao cientista Mário Augusto da Silva.
No arco-íris não existe confronto entre cores. Estas, unidas nas suas diferenças, criam um espectáculo de rara beleza.
Não poderá o homem também comportar, sem conflito, dentro de si, a ciência e a religião? O interesse e a ética? Moral e tolerância?
Poderá o Homem cultivar a fraternidade para com o outro?
Ricardo Kalash acredita que sim.
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O Grupo de Teatro da Liga dos Amigos do Museu Nacional de Machado de Castro (AMIC) tem vindo a desenvolver, desde o ano 2001, profícuo trabalho de divulgação do MNMC, originando, entre outras mais-valias, a conquista de públicos diversificados, por vezes pouco motivados a frequentar espaços museológicos.
Apesar do encerramento do Museu, para obras de requalificação, entre 2004 e 2008, o Grupo de Teatro da Liga não cruzou os braços. Primeiro na Escola Secundária Infanta D. Maria, que gentilmente cedeu as suas instalações, depois no Museu da Física da Universidade de Coimbra, local onde foi apresentada a peça agora publicada, o grupo manteve-se em actividade, sempre com o mesmo entusiasmo. Esta peça é uma homenagem ao Prof. Doutor Mário Silva, ilustre cientista e fundador do Museu de Física da Universidade de Coimbra. Apresentada no Verão de 2008, por actores amadores dos 8 aos 40 anos, simboliza, nesta amplitude etária, uma das orientações do MNMC, que se pretende afirmar como lugar de encontro de gerações e de culturas.
Ricardo Kalash, também encenador, actor e responsável pela dinamização do grupo, vai por certo prosseguir a sua saga de mobilizar o público, sempre com projectos arrojados, com generosa fantasia, ela própria animada por todas as cores do arco-íris.

Ana Alcoforado
Directora do Museu Nacional de Machado de Castro
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O AUTOR:
Ricardo Kalash tem 38 anos. Há vinte anos, iniciou-se nas lides teatrais, no Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC). Nos dias que correm, é actor profissional. Nos últimos sete anos, tem trabalhado regularmente com grupos de teatro amador, nos quais encena e dá formação. Dirige, desde a sua fundação, o grupo de teatro da Liga dos Amigos do Museu Nacional Machado de Castro (AMIC). Com a edição deste texto, aventura-se numa das áreas teatrais que, até à data, lhe tinha escapado: a escrita.
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FICHA TÉCNICA:
Livro: A saga do arco-íris
Autor: Ricardo Kalash
Capa: 
Reprodução do quadro The White Water Lilies, de Claude Monet (1899)
Editora: Mar da Palavra - Edições, Lda.
Colecção: Alquimias (N.º 2)
PVP: 10,60 €
N.º de páginas: 76
Formato: 13,0 x 19,0 cm
ISBN: 972-8910-37-2 (EAN: 978-972-8910-37-2)

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Registo de notícias e outras referências:

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

"Maravilhoso mundo novo", de António Manuel Revez (com prefácio de Filipe S. Tenreiro)


Pudesse um novo mundo não ser tão infalivelmente condenado à voracidade do poder burocrático, à miséria da desumanização celebrada por uma moral sacerdotal, à nostalgia dos prazeres autênticos, ao esquecimento dos afectos mais edificantes, à glorificação do pensamento único e já seria quase maravilhoso.
“Maravilhoso mundo novo” é uma distopia ou anti-utopia posta em caricatura futurista de uma realidade que sentimos, às vezes, já a morder-nos os calcanhares. O trágico e o cómico embrulham-se para denunciar um colectivo que, no passado e no presente, muitas organizações ainda imitam ou tendem, infelizmente, a radicalizar: a intolerância, o controlo da liberdade de expressão, a solidariedade orgânica que sacrifica a individualidade, o fascismo do dever corporativo que elimina a consciência crítica, tomada sempre como desviante e insurrecta, a ritualização da obediência e do castigo.
Este texto é, também por isso, uma intermitente alegoria sobre o autoritarismo e a dissidência. E uma espreitadela à patologia do poder, envenenada pelo delírio, acompanhada pela desconfiança e pela solidão.
A peça “Maravilhoso Mundo Novo”, de António Manuel Revez, escrita vinte anos depois da data que intitulou um dos mais interessantes livros da literatura universal – “1984”, não nos transporta exclusivamente para um mundo difuso da informação, mas dá-nos a possibilidade de antever (ou, mesmo, de rever) algumas vivências do pesadelo orwelliano.
As dez personagens deste drama – também em potência no nosso quotidiano – poderão representar as nossas próprias realidades e incertezas, simultaneamente manipuladoras e coagidas por um qualquer "Homem da gravata vermelha", nem sempre ao jeito do modelo imaginado para o Big Brother de George Orwell, porque mais próximo do totalitarismo definido por Huxley.
Ao agarrar no conceito de “amor” (que, aqui, não aparece como sinónimo de “Soma”, que era o nome da droga da felicidade inventada por Aldous Huxley, no referente romance “Admirável Mundo Novo”), António Revez identifica um universo onde a difusão informativa cria um atalho para a passividade e para o egocentrismo.
Na voz do Homem 1, “todos dizem que precisam de amor, de amor. Que em tempos as pessoas se bastavam com o amor, e lutavam pelo amor. Alguém me sabe dizer o que é o amor?”. Num mundo inquieto e, por isso, mutável, a mudança de mentalidades influencia na reviravolta das relações sociais. Daí que haja, algures, um "Homem de gravata vermelha" capaz de impedir a possibilidade de êxito de um mundo realmente solidário, como o sonhado pelo “Bispo vermelho” Dom Hélder Câmara.
No texto “Maravilhoso Mundo Novo”, persiste a crítica aos modelos oligárquicos que se podem gerar no seio das organizações colectivas. Até que ponto as lutas pelo poder não tornam as pessoas cúmplices? Porque, nessas circunstâncias, não é nítida a democracia interna, a insurreição, quase sempre, paga-se cara. O futuro é também a conjuntura que nos sucede. Por conseguinte, a mensagem reconquistada por António Revez é a de que nos cabe dar conteúdo e melhor sentido ao nosso mundo. Sem intenções moralistas, renasce a ideia de que o Homem, afinal, é a medida de todas as coisas.
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Registo de notícias e outras referências:
http://admiravelmundonovo-1984.blogspot.com/2007/08/maravilhoso-mundo-novo-de-antnio-manuel.html

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

"A Sociedade", de Ricardo Kalash



A Sociedade”, de Ricardo Kalash (pseudónimo de Henrique Ricardo Pereira Marques da Silva), é a segunda obra dramática publicada pelo autor, inserida na colecção “Alquimias”, sob a chancela da editora Mar da Palavra.

Em muitas das aldeias, vilas e cidades do nosso país, coexistem sociedades de instrução, bandas, grémios, associações culturais e recreativas, muitas das quais centenárias na idade e nas práticas do dia-a-dia. Rara será a localidade em que duas destas associações, fruto da própria história, não nutram mútua antipatia, rivalidade ou mesmo uma cómica inimizade íntima. Uma nascida no seio da monarquia antipatiza com outra de índole republicana; outras digladiam-se intestinamente, à imagem dos partidos políticos da 1.ª República, que lhes deram a origem; outras ainda, por terem nascido afectas aos valores do corporativismo, não se dão com os jacobinos da porta ao lado…
Em muitos destes casos, nos dias de hoje, a causa dessas disputas jaz esquecida. Contudo, as quezílias sobrevivem… Caberá às gerações futuras fazer a súmula de tanta incompreensão e de tantos equívocos, para que um novo espírito associativo, forte e moderno, possa nascer!
Destes pressupostos nasceu um texto: “A Sociedade”.
Trata-se de um texto original que Ricardo Kalash dedica ao Mestre José da Silva Ribeiro, o qual foi, durante largas décadas, encenador da SIT, em Tavarede. Figura que, segundo o autor, “marcou não só o grupo teatral onde encenava, mas a Figueira da Foz, como um todo. O Mestre José Ribeiro foi exemplo, no seu dia-a-dia, de práticas que o tempo nunca tornará caducas, nem no que ao trabalho artístico diz respeito nem na vida. O culto do rigor, da perseverança e da consideração pelo próximo. Só assim, acreditava ele, e eu também, é possível ver o teatro regenerar-se, qual Fénix, na procura eterna do justo e do perfeito, do belo e do saber, em suma da Arte.”
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O AUTOR:
Ricardo Kalash nasceu em 1970. Iniciou-se nas lides teatrais, no Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC), faz vinte e um anos. Actuou para variadíssimos grupos, destacando-se a sua colaboração, de longa data, com “A Escola da Noite”, companhia de teatro profissional de Coimbra, onde foi buscar muitas das ferramentas teatrais que domina. Ajudou a fundar o “Teatro Anónimo”, grupo de teatro de Coimbra, onde encenou, actuou e desesperou com a falta de meios. Actuou na EXPO’98, do primeiro ao último dia, altura de que guarda gratas recordações. Realiza, desde há dez anos, um trabalho regular de formação e de encenação em grupos de teatro amador, distinguindo-se a sua passagem por Trancoso e a sua colaboração, durante sete profícuos anos, com “A Casa do Teatro”, grupo local que ajudou a nascer e a morrer… Dirige, desde a sua fundação, o grupo de teatro da Liga dos Amigos do Museu Nacional de Machado de Castro. A partir de 2008, coordena os trabalhos de “Curral da Mula”, grupo de teatro amador de Abrunheira (Montemor-o-Velho), no seio do qual nasceu este texto. “A Sociedade” foi levado a cena, pela primeira vez, a 16 de Janeiro de 2010.
Ricardo Kalash tem três grandes paixões! Lela (a sua mulher), Rosa (a sua filha) e o Teatro. Republicano convicto, tem uma utopia que o sustenta. Acredita numa sociedade baseada em três pilares: a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade.
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FICHA TÉCNICA:
Livro: A Sociedade
Autor: Ricardo Kalash
Capa e contracapa: Reprodução fotográfica, por Ricardo Kalash, de peça artesanal portuguesa
Editora: Mar da Palavra - Edições, Lda.
Colecção: Alquimias (N.º 3)
PVP: 10,60 €
N.º de páginas: 78
Formato: 13,0 x 19,0 cm
ISBN: 972-8910-44-0 (EAN: 978-972-8910-44-0)

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Registo de notícias e outras referências:
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:NcZ_LtmuRcAJ:weblog.aescoladanoite.pt/%3Ftag%3Dricardo-kalash+%22A+Sociedade%22,+de+Ricardo+Kalash&cd=5&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt
http://cultura.sapo.pt/detalhe_evento.aspx?id=93986
http://www.facebook.com/event.php?eid=207704809246962&index=1