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terça-feira, 25 de novembro de 2014

A MONDEGUINA, de Diogo Lucas Linhares


«A Mondeguina» é um poema só. Um único poema percorrendo um livro inteiro, escondendo, entre uma e outra ponta, sorrisos brancos em capas negras. Este livro é a musa honrando o seu Rio, na plenitude da construção, na realização dos desejos dos homens e das mulheres, mesmo antes de os homens e as mulheres saberem os seus desejos. É intemporal, como o antes, o depois e o agora ao mesmo tempo, como um relógio que está desde ontem adiantado. E é os estudantes unidos perguntando de quem é o Rio. É nosso! Num grito bravo, irreverente. Podem tirar-nos tudo. Mas nunca nos tirarão a vontade de atravessar a margem, chegar ao lado de lá. Valeu a pena? Valeu pois.

Diogo Lucas Linhares

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O AUTOR:
Diogo Lucas Linhares  (pseudónimo literário de Diogo Xavier Ferreira Cardoso) nasceu em Coimbra, no dia 21 de Agosto de 1993. É estudante de História na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Lançou, aos 18 anos, o seu primeiro livro de poesia, «Dias de sorte». Agora, embarca na sua segunda experiência, «A Mondeguina», procurando ouvir o Rio e sentir-lhe as formas.
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FICHA TÉCNICA:
Autor: Diogo Lucas Linhares
Capa: Fotografia de Miguel Escobar
Editora: Mar da Palavra - Edições, Lda.

Colecção: Poemar (N.º 7)
PVP: 10,60 €
N.º de páginas: 56
Formato: 13,0 x 19,0 cm
ISBN: 972-8910-68-6 (EAN: 978-972-8910-68-6)

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http://www.bibliofeira.com/livro/489734627/a-mondeguina-poesia/
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http://www.livroseleituras.com/web/index.php?option=com_content&view=article&id=2335%3Adiogo-xavier-&catid=102%3Aultimas-propostas&Itemid=165

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

DIAS DE SORTE (poesia), de Diogo Lucas Linhares

Sobre os quarenta poemas que fazem este livro, convém dizer que, às vezes no poema inteiro, outras vezes apenas num verso, se procura esmiuçar a definição de uma sociedade que tem, na minha (ainda muito imatura) visão, algumas falhas. Maravilhoso seria se, ao terminar de ler cada poema de "Dias de sorte", cada leitor perguntasse a si mesmo se o seu papel na sociedade poderia ou não ser melhorado, em prol do bem comum.
Mas nem só de observação social se faz a poesia. Existe em vários poemas um lado íntimo, uma procura de conforto, conforto esse que (maravilhoso seria se) os leitores pudessem levar para o seu quotidiano. Espero, assim, como autor e como cidadão, que cada pessoa, ao ler estes poemas, tenha vontade de transformar o mundo (como quando vemos um filme motivante); e que faça de cada dia um dia de sorte.

Diogo Lucas Linhares
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O AUTOR:
Diogo Xavier Ferreira Cardoso (Diogo Lucas Linhares quando à literatura diz respeito) nasceu em Coimbra, no dia 21 de Agosto do ano de 1993. Toda a sua vida literária se resume aos textos que foi escrevendo na escola ou quando queria ter sucesso com alguma rapariga, enfrentando agora, com o livro "Dias de sorte", a sua primeira publicação. Enquanto isto, estuda História na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, e por lá continuará até o País sair da crise, situação que, segundo ele, está muito próxima de acontecer…
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FICHA TÉCNICA:

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

"Marginalidades e alguns poemas de amor", de Joaquim Manuel Pinto Serra (com fotografia de Maria das Dores Borges de Sousa)


Com esta sua décima primeira obra publicada, Joaquim Manuel Pinto Serra regressa às origens da sua escrita e da marca poética, desta vez assumindo um tom coloquial, ao jeito de quem conversa com os leitores. E mesmo tratando-se de uma poesia intimista, a linguagem literária do escritor manifesta, de forma peculiar, um elevado valor expressivo e harmonia musical, sendo, ao mesmo tempo, de fácil compreensão e de agradável leitura. Isto deve-se, sem dúvida, à paciência, à persistência e também ao engenho com que o poeta trabalha a palavra.
Como é conhecido, na linguagem, cada substantivo, adjectivo, advérbio ou forma verbal tem dois significados: o pessoal (que é único, pois pertence à pessoa que usa a palavra) e o significado comum (sendo, por isso, partilhado com as outras pessoas).
Nesta conformidade, o poeta Joaquim Manuel Pinto Serra sabe cativar o outro – ou seja, o leitor – porque, não obstante a estilística (com as suas figuras de sintaxe, de pensamento e as suas imagens literárias), preserva as quatro qualidades fundamentais da linguagem: a clareza, a correcção, a pureza e a harmonia.
Assim, a obra “Marginalidades e alguns poemas de amor” garante uma intenção estética, mas também coloca em jogo os recursos de que o escritor se serve para expressar o que lhe vai na alma e no pensamento, além das suas reacções emotivas perante a vida e o próprio sentido da vida, naturalmente polissémica e cheia de surpresas, como quem desfolha um livro de poesia. A sociedade e a linguagem são, indiscutivelmente, os primeiros produtos da cultura, sendo esta a verdadeira extensão de cada um de nós, enquanto homens e mulheres que agem, fazem e sabem. E o escritor Joaquim Manuel Pinto Serra, que tem experimentado os mais diversos géneros literários, incluindo a escrita para um público juvenil, arroga-se como um co-responsável cultural. Daí a sua ansiedade e a sua perplexidade de cada vez que publica um livro, que é o suporte material do saber e da imortalidade, da utopia e da loucura, do disfarce e da aparência, do sonho e da ilusão, da solidão e da intranquilidade e também do segredo e da ausência – temas que dão significado às seis partes que organizam a obra “Marginalidades e alguns poemas de amor”
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PALAVRAS DE APRESENTAÇÃO:
O livro Marginalidades e alguns poemas de amor, de Joaquim Manuel Pinto Serra, é constituído por seis conjuntos de sete poemas cada um – conjuntos esses que apresentam títulos em dísticos começados com a preposição de, à maneira dos antigos autores clássicos, além de terem as segundas linhas ou versos mais longos: e.g. “do saber / e da imortalidade”, “da utopia / e da loucura”, “do sonho / e da ilusão”, “da solidão / e da intranquilidade”.
Trata-se de um livro que vive da nostalgia de um amor que é ausência e que a memória revive e desfia – memória que tanto relevo tinha entre os antigos Gregos, a ponto de considerarem ter sido da união de Mnemósine (a Memória) com Zeus, o próprio pai dos homens e dos deuses, que nasceram as Musas, ou seja, a poesia. E a sublinhar essa sensação de perda e de vazio, na colectânea, são frequentes termos como memória, solidão, ausência, espera, saudade. Repare-se neste dístico do poema da página 18: cobrem-nos de sabedoria estas paredes vaziase nelas existem fantasmas de solidão e de espantoou nestes versos-estrofe, um a concluir o poema 3 (pág. 19) e o outro como penúltima estrofe da composição 4 (pág. 20), respectivamente: “e desassossegos de longas esperas” e “um olhar ausente”. Ou pode ser “e o segredo intransponível de uma ruga” ou “um oásis a morar em nós / na dor oculta” (pág. 22). Aliás – o que não deixa de ser significativo –, solidão e ausência fazem parte do título das secções 5 “da solidão / e da intranquilidade”) e 6 (“do segredo / e da ausência”) do livro. Pode ser bom exemplo dessa ausência o poema da página 20 que alude à folha em branco em que se escreve, onde as palavras “são dicionários de espuma e de saber”. Apesar disso, nessa escrita “mudam-se emoções” e os afectos, um mundo em movimento que é mentira, “um olhar ausente / uma dor infinda”. Por sistema, os poemas começam por estrofes de dois ou mais versos (três ou até quatro) e terminam quase sempre por estrofes de um único verso, também quase sempre curto, de uma ou duas palavras apenas. Apetece chamar-lhe conclusão sincopada, como soluço de quem se sente cansado. Pode ser um bom exemplo a primeira composição do livro (pág. 17), de seis estrofes, que se inicia com três estrofes de três versos, passa por uma de dois e apresenta apenas um em cada nas duas finais.Muito raros são os poemas que terminam por verso extenso. E curioso se torna verificar que tal acontece com o último da colectânea, em que impera a memória da ausência e conclui com o verso “esperando em tons de azul o teu regresso”, verso longo que aparenta derradeiro esforço de esperança, qual náufrago que tenta última braçada. Mais uma ou duas observações sobre aspectos formais do livro – que, no entanto, podem ter relação com o ritmo interior do autor. Por exemplo, é curioso – e talvez até significativo – que os poemas, com frequência, aparecem constituídos por sete estrofes. Há mesmo uma secção, a quarta, com o título “do sonho / e da ilusão”, em que os poemas ímpares são formados por sete estrofes e os pares por seis. Trata-se de um ritmo heptástico que é próprio do autor – aliás, integrado no filão a que Trindade Coelho chamou “O Senhor Sete”. Também poderíamos apelidar de hebdomadário, porque tem muito a ver com o suceder semanal do tempo, embora Joaquim Manuel Pinto Serra me tenha confessado que não procurara deliberadamente esse número de poemas e de estrofes.
Se o livro "Marginalidades e alguns poemas de amor" se impõe por certas características formais, deixa ainda mais a sensação geral de transitoriedade, de fragilidade, de precariedade. Tudo flui e passa. E tal nos aparece em poemas, como o 2 da secção 1 (pág. 18), uma composição bem conseguida, cuja conclusão pela palavra vento, em estrofe isolada, é feliz e deixa a mensagem em suspenso, como que a pairar. Ou ainda mais no poema 3 da secção que tem por título “do disfarce / e da aparência” (pág. 35), em que “somos barcos que se movem ao sabor de um rio / onde naufragam”, em que cada um está de passagem a procurar “onde o mar acaba e a lágrima corre”, e uma lágrima que está “apenas em viagem / para uma outra margem”.
Essa fragilidade está evidente na última composição da primeira secção (pág. 23), em um conseguido poema em que as coisas ditas, boas e agradáveis, são trazidas pelo tempo, voláteis. Nele paira a sensação de fragilidade, de algo efémero, com o final feliz de descanso extasiado na eternidade “a viver a magia imaculada / de um momento”.

José Ribeiro Ferreira
Coimbra, Páscoa de 2009
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FICHA TÉCNICA:
Livro: Marginalidades e alguns poemas de amor (apresentação de José Ribeiro Ferreira)
Autor: Joaquim Manuel Pinto Serra
Fotografia (capa e interior): Maria das Dores Borges de Sousa
Editora: Mar da Palavra - Edições, Lda.
Colecção: Poemar (N.º 5)
PVP:12,72 €
N.º de páginas: 74
Formato: 13,0 x 19,0 cm
ISBN: 972-8910-38-9 (EAN: 978-972-8910-38-9)
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Registo de notícias e outras referências:
www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=99944
appoetas.blogs.sapo.pt/14032.html

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

"Um quase diário de um quase nómada", de Duarte Klut (poesia) e António Alves (desenhos), com prefácio de Mário Silva


"Um quase diário de um quase nómada", da autoria de Duarte Klut, com desenhos do pintor António Alves, tal como o título sugere, dá alento à intenção de partilhar uma cosmovisão intimista e pessoal do autor, no decurso de certos períodos da sua vida, tendo em conta o modo como foram sentidos e vividos, de acordo com os seus estados de alma. Trata-se do quarto volume da colecção “Poemar” da editora Mar da Palavra.
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APRECIAÇÃO CRÍTICA:

A Poesia só a faz quem vive profundamente, quem contempla o mundo com a Alma. Assim, o “poema subsiste como um grito”, materializa as crenças, as dúvidas, os anseios e sonhos como uma fórmula mágica e sublime que permanece no “outro”. Isso fá-lo Duarte Klut no livro “Um quase diário de um quase nómada”.
Nesta obra, entre muitos escritos inéditos do Autor, resulta plenamente demonstrado que este “nómada”, observador permanente da realidade envolvente e do real pulsar da vida, “com um saber de experiência feito”, usa com mestria a harmonia das palavras, para despertar o sentimento do Belo e do Ser.
A isso não ficou indiferente António Alves, que inspirado pela lírica humanista do poeta, consegue materializar através do seu traço espontâneo e vigoroso, e no dinamismo das composições, a verdadeira essência poética do Autor. Simbiose perfeita entre as duas Artes! Este livro converte-se, deste modo, numa obra única, animada por um sopro espiritual com existência concreta que mergulha profundamente na Alma humana, não só na sua grandeza, miséria, pobreza espiritual, estreiteza de espírito, mas também no amor quase redentor.

Mário Silva
(advogado, pintor e músico)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

"O guardador das águas", de Xavier Zarco

"O guardador das águas", da autoria de Xavier Zarco (pseudónimo literário de Pedro Manuel Martins Baptista) – obra patrocinada pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas/Ministério da Cultura, no âmbito do Programa de Apoio à Edição 2005–Novos Autores Portugueses, e que foi distinguida com o Prémio de Poesia Vítor Matos e Sá, em 2004 – é o terceiro livro da colecção “Poemar” da editora Mar da Palavra.
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APRECIAÇÃO CRÍTICA:
Pode-se dizer que os vinte e dois poemas conformadores desta breve "suite" arcádica contam uma história, à moda do “Ulisses” de Joyce: um dia na vida do guardador das águas. Se fosse apenas isso, o livro que se tem em mãos não reteria maior interesse. Entretanto, Zarco oferece-nos mais: por meio de um despojamento extremo, sua escritura refaz os estados de alma do guardador e de seu ambiente vivencial, apresentando-nos assim uma mundivivência própria (Husserl, Gadamer), bem próxima da vida rural galaico-portuguesa quase extinta devido à opressiva hegemonia das grandes metrópoles.

Andityas Soares de Moura
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ANOTAÇÕES CRÍTICAS:

O corpo e a letra deste Autor são um “vaso onde as vozes se entregam ao desejo de voar”.
(In Artes & Letras, Fevereiro de 1999, sobre “O Livro dos Murmúrios”)

É a paisagem das letras no desejo implícito de uma realização sublime em final infinito.
(In Folha de Santa Clara, Outubro de 1998, sobre “O Livro dos Murmúrios”)

Formosíssima a sua poesia.
(Ana Emília Lahitte, Argentina)

Compactuando com a docilidade de palavras muitas vezes virgens, catalisa momentos de extrema beleza.
(Andityas Soares de Moura, Brasil)

Poesia de uma concisão enormemente sugestiva.
(José Luís García Martín, Espanha)
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FICHA TÉCNICA:
Livro: O guardador das águas
Autor: Xavier Zarco
Capa: Ilustração de Del Schimmelpfeng
Editora:
 Mar da Palavra - Edições, Lda.
Colecção: Poemar (N.º 3)
PVP:
 7,57 €
N.º de páginas:
 36
Formato:
 13,0 x 19,0 cm
ISBN:
 972-8910-09-6 (EAN: 978-972-8910-09-6)

«Pelas margens da serenidade», de Joaquim Manuel Pinto Serra (com prefácio de Maria José Leal e de Amadeu Teles Marques)

Este livro de poemas faz reafirmar a ideia de que o autor se revela um conhecedor exímio e um narrador hábil das profundezas da natureza humana.Os seus poemas transportam-nos para um universo de memórias sensoriais, de registos de sons, de cores, de sensações; o que os torna, de algum modo, apontamentos para uma gramática das emoções. Por outro lado, falam-nos do tempo: veja-se que o livro se divide em quatro partes que correspondem às estações do ano. Mas o tempo de que nos fala não é o tempo concreto, linear, do calendário. É um tempo psicológico e cíclico. Conjugam-se, assim, duas vertentes: os poemas de Joaquim Manuel Pinto Serra são, ao mesmo tempo, intimistas e universalistas. Intimistas porque todos os seres humanos vivenciam esta segunda dimensão da temporalidade – a que não é marcada pelo relógio. Universalista porque, na nossa existência e na nossa memória, todos atravessamos várias primaveras, verões, outonos e invernos, metáforas que o autor escolheu para transmitir estados de alma.
Se isto não bastar para vos aliciar para a leitura de “Pelas margens da serenidade”, diga-se ainda que toda esta riqueza dos poemas vem servida numa linguagem poética subtil, sóbria e contida (o que parece ser uma das marcas do autor) e embalada numa bonita capa, com uma pintura da autoria de Maria das Dores Borges de Sousa. Dizem os especialistas do "marketing" que a embalagem também conta!
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CAPA: Ilustração de Maria das Dores Borges de Sousa
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Registo de notícias e outras referências:
http://www.tempomedicina.com/noticias/12724

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

"Asas de vento e sal", de Lurdes Breda (com prefácio de Pedro Machado e ilustrado por jovens que frequentam a APPACDM de Montemor-o-Velho)


Agora, que surge um conjunto de poemas da autoria de Lurdes Breda, desce sobre os seus versos uma surpreendente e decidida luz, evocada sob o signo da claridade.
Neste livro, mergulham e emergem, em simultâneo, transparências, sonhos, fantasias, interrogações, propostas de vida norteadas sempre pela esperança e pela liberdade.
É, pois, neste somatório de alegorias, de imagens ou, talvez, de inquietações que a sua poesia constrói o lugar central, num percurso pleno de imaginação, voando nas "Asas de vento e sal".
Ler é conhecer Lurdes Breda. Ela personifica a água inquieta, a terra de fadas, o fogo da paixão pela vida e o grito de esperança.
Nunca os inspirados deixam de inventar, melhor do que ninguém, a luz e a cor de que se alimenta a poesia. E não há como o escritor, sobretudo o poeta, para nos envolver, de forma hábil e precisa, na ideia da infinitude, do poder e da força criativa. À Lurdes Breda, símbolo no feminino dessa força, dedicamos este “hino” de Miguel Torga:

Somos nós (os poetas), e só nós podemos ter
Asas sonoras.
Asas que em certas horas
Palpitam.
Asas que morrem, mas que ressuscitam
Da sepultura.
(...)
Homens do dia-a-dia
Que levantam paredes de ilusão.
Homens de pés no chão,
Que se calcem de sonho e de poesia
Pela graça infantil da vossa mão.

Pedro Machado
(ex-vereador da Cultura da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho)
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CAPA: Reprodução do quadro "Ondas de espuma", de Virgínia Santos
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Registo de notícias:
http://lurdesbreda.files.wordpress.com/2008/03/baixo-mondego-junho-2005.jpg
http://lurdesbreda.files.wordpress.com/2008/03/diario-as-beiras-01-06-05.jpg
http://lurdesbreda.files.wordpress.com/2008/03/semanario-trevim-02-06-05.jpg
http://lurdesbreda.files.wordpress.com/2008/03/correio-da-figueira-03-06-05.jpg
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http://lurdesbreda.files.wordpress.com/2009/06/correio-da-figueira-24-06-05.jpg
http://lurdesbreda.files.wordpress.com/2008/03/diario-de-coimbra-08-07-05.jpg
http://lurdesbreda.files.wordpress.com/2008/03/correio-da-figueira-02-09-05.jpg
http://lurdesbreda.files.wordpress.com/2008/03/diario-de-coimbra-03-09-05.jpg
http://lurdesbreda.files.wordpress.com/2008/03/baixo-mondego-setembro-2005.jpg
http://lurdesbreda.files.wordpress.com/2008/03/diario-de-coimbra-27-05-06.jpg
http://lurdesbreda.files.wordpress.com/2008/03/correio-da-figueira-03-08-06.jpg