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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Da depressão da crise para a governação prospectiva da saúde - Relatório de Primavera 2011

Nota introdutória

O Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS), neste ano, na sequência das análises essencialmente retrospectivas da governação da saúde em Portugal, desenvolveu e fundamentou um modelo de análise prospectiva, baseado no pressuposto de que uma melhoria substancial da qualidade da governação da saúde no País terá de passar pela introdução de instrumentos fortemente prospectivos e adaptativos.

O OPSS cumpre, de novo, o compromisso de apresentar anualmente um documento sobre a governação do sistema de saúde português, o Relatório de Primavera (RP), este ano intitulado Da depressão da crise para a governação prospectiva da saúde.
Este trabalho é apresentado num momento muito particular da vida do País.
A crise financeira e económica, mais do que um lugar-comum, tornou-se uma realidade na vida de um número crescente de pessoas, resultante de fenómenos como a diminuição do poder de compra, o desemprego e o consequente risco de pobreza, com tudo o que lhe está associado. A resposta à crise tornou-se o tema central de todas as discussões, de leigos a especialistas, bem como da agenda do espaço europeu. Neste contexto, Portugal tornou-se um país “intervencionado” através do que se convencionou designar como troika (isto é, Fundo Monetário Internacional, Banco Central Europeu e União Europeia) e, como tal, sujeito a um conjunto de medidas que visam restabelecer a confiança dos mercados e criar as condições para que o país possa honrar os seus compromissos internacionais.
As medidas acordadas com os partidos do “arco da governação” foram negociadas em plena crise política, com um governo demissionário e o País em clima de campanha eleitoral. As referidas medidas caracterizam-se, genericamente pela imposição de um calendário muito apertado de reformas que atingem todos os sectores de actividade e, como tal, também a saúde. Esta é afectada de forma directa (através das medidas que incidem sobre o sector da saúde) e de forma indirecta (através de todas as medidas que, de algum modo, interfiram com a capacidade de autocuidado).
Apesar disso, muitas das medidas acordadas para a saúde foram bem recebidas por vários sectores e entendidas como úteis e necessárias, tendo inclusivamente sido colocada a questão: sendo tão úteis e necessárias, por que razão nunca ninguém as implementou?
Podemos dizer que tudo se irá jogar no modo como as referidas medidas serão concretizadas.
É neste contexto que surge o presente RP. E também essa a razão pela qual o intitulamos desta forma. Foi ainda esta a razão que nos levou a introduzir uma alteração substantiva no formato do RP. Até aqui, o RP tinha essencialmente uma postura de análise retrospectiva. A partir do presente, entendemos assumir também uma postura prospectiva. Para o efeito, iniciámos o desenvolvimento de um modelo de análise prospectiva que nos permitirá enquadrar e compreender as propostas para o sector da saúde, quer sejam as da troika quer as do programado Governo, ou as decorrentes da negociação do Orçamento Geral do Estado (OGE).
Esta perspectiva coexistirá com a análise retrospectiva, uma vez que entendemos como necessário e útil compreender como tem evoluído as diversas reformas e medidas.
Esta alteração de perspectiva assumida neste RP insere-se num conjunto de iniciativas realizadas pelo OPSS visando incrementar a qualidade do trabalho por nós desenvolvido e que só têm sido possíveis pelo apoio dispensado pela Fundação Calouste Gulbenkian.

De entre essas iniciativas, destacamos:
• incremento das medidas de auditoria interna;
• participação de auditores externos e independentes no processo de construção do presente RP (aos quais aproveitamos para agradecer publicamente);
• visita de um perito internacional indicado, este ano, pelo Observatório Europeu dos Sistemas e Políticas de  Saúde (EOHSP), que procedeu à elaboração de um relatório sobre o funcionamento do OPSS.

Estas medidas visam um conjunto de boas práticas que passamos a discriminar:
• competência, mérito e excelência reconhecida e comprovada ao nível académico para o desenvolvimento rigoroso de estudos, de projectos e de análises dos sistemas de saúde;
• rede multidisciplinar;
• independência e isenção, em face dos principais stakeholders da saúde;
• critérios explícitos, para os conteúdos prioritários e estratégia de análise;
• clara distinção entre “agenda política” e “governance”;
• base de conhecimento clara e acessível;
• estratégias efectivas de comunicação;
• oportunidade para expressar desacordo relativamente aos conteúdos do Relatório;
• declaração de conflito de interesses dos investigadores;
• financiamento diversificado;
• avaliação interna (matriz de boas práticas).
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CAPA: Imagem concebida por João Marques Figueira
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Contribuíram para a realização deste Relatório: 
COORDENAÇÃO EXECUTIVA:
Ana Escoval
Manuel Lopes
Pedro Lopes Ferreira
COORDENAÇÃO CIENTÍFICA:
Constantino Sakellarides
EQUIPA TÉCNICA:
Filipe Rocha
João Pedro Jesus
João Marques Figueira
Marta Lopes Martins
INVESTIGADORES:
Ana Isabel Santos
Ana Rita Pedro
Ana Tito Lívio
Carla Sandra PereiraCésar Fonseca
Cipriano Justo
Fátima Bragança
Inês Teixeira
João Marques Figueira
José Aranda da Silva
Luís Saboga Nunes
Maria Etelvina Lima
Marta Cristina Costa
Marta Lopes Martins
Mauro Serapioni
Patrícia Antunes
Patrícia Barbosa
Pedro Beja Afonso
Pedro Sá Moreira
Rita Tinoco
Rute Simões Ribeiro
Suzete Cardoso
Suzete Gonçalves
Teodoro Briz
Vanessa Nicolau
COLABORAÇÃO ESPECIAL:
Elaine Pina
Jorge Correia Jesuíno
José Carlos Lopes Martins
José Reis
José Manuel Cristino
Manuel Carvalho da Silva
Paulo Espiga
Pedro Pita Barros
Suzete Cardoso
Tânia Matos
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Revisão de teses e de trabalhos científicos

A par da nossa actividade editorial e de dinamização cultural, também fazemos revisões (parciais e finais) de textos (trabalhos científicos e académicos, teses, artigos, livros, etc.) atendendo à correcção ortográfica e sintáctica, às regras de concordância, à pontuação e à acentuação. Só por vontade expressa dos autores (mas sem custos acrescidos) serão considerados o novo acordo ortográfico e a mais recente terminologia linguística.


CONDIÇÕES A ACORDAR:
Poderá pagar inicialmente o valor total do trabalho acordado ou um mínimo de 50% do valor total dessa prestação de serviço e a importância remanescente (a outra metade) no final do trabalho.
O pagamento deverá ser efectuado por transferência bancária – NIB: 0035 0185 00699686703 73
O envio de uma cópia do comprovativo do pagamento é indispensável para que possamos dar início ao nosso trabalho.
Para informações complementares, pode contactar-nos através do endereço electrónico mardapalavra@gmail.com ou do telemóvel 963472348.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

"LEITURAS DE TORGA" - Obra colectiva com textos ensaísticos e depoimentos de Carlos Carranca, Eloísa Álvarez, Eugénio Lisboa, João Bigotte Chorão, José Carlos Seabra Pereira e Telo de Morais (Nota introdutória de Cristina Robalo Cordeiro)




Palavras iniciais

Cristina Robalo Cordeiro *

Quatro anos passaram já desde as comemorações do centésimo aniversário do nascimento de Miguel Torga. Os textos aqui reunidos dão testemunho do zelo carinhoso, da atenção apaixonada e da admiração sem reserva para com uma obra ao mesmo tempo intemporal e intempestiva.

À maneira dos grandes clássicos, o escritor quis, com um trabalho obstinado de escrita e uma incansável procura da perfeição formal, arrancar os seus poemas e as suas páginas de prosa à corrente que devasta tudo o que é mortal: uma tal intenção parece querer infinitamente afastá-lo de nós. Na era da instantaneidade informática e da “sustentabilidade” financeira, a vontade de eternidade possui algo de incompreensível, de bizarro até talvez (para não dizer de “gótico”). Mesmo do seu Diário, por definição o mais nobre dos géneros, Torga quis fazer um monumento. E teve o cuidado de compor ele próprio a sua Antologia Poética, preocupado em não deixar a ninguém a escolha do que, aos seus olhos, era merecedor de perenidade. Da mesma forma, como, melhor do que intitulando a sua autobiografia A Criação do Mundo, teria podido afirmar uma necessidade metafísica de salvar a sua obra – se não a sua existência – da fugacidade dos eventos deste mundo?

Mas não será esta bela ilusão imortal (aliás, acreditaria ele na “posteridade”?) que o afasta cada vez mais dos nossos contemporâneos alienados na e pela cultura do efémero? O seu carácter genuíno decorre antes do apego profundo (deveremos dizer pagão ou religioso?) ao solo natal, a esta terra ibérica de que todos hoje querem fugir, pela miséria económica e social que, sem dizer água vai, sobre nós se abateu. Profeta, e, como qualquer bom profeta, profeta da desgraça, Torga bem que havia chamado a nossa atenção, por um lado, para a degradação da mística revolucionária em política oportunista e, por outro lado, para os perigos de uma integração europeia abandonada à tecnocracia. Se é verdade que “os optimistas escrevem mal”, Miguel Torga, pela sua lucidez tantas vezes amarga (que o aproxima de um Cioran) é um escritor de grande estirpe.

Talvez que ainda não tenhamos suficientemente sofrido para voltarmos aos seus livros com o espírito de simplicidade e de autenticidade que convém à sua leitura. Talvez que nos falte, pela força das duras circunstâncias, renunciar à atracção do luxo e do supérfluo, para reencontrarmos no fundo de nós a sede dos verdadeiros valores, essa sede que a obra de Miguel Torga possui segredo de saciar e de reavivar.
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Cristina Robalo Cordeiro é professora catedrática da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, conservadora da Casa-Museu Miguel Torga, cônsul honorária de França e vice-presidente da Alliance Française de Coimbra. Foi vice-reitora da Universidade de Coimbra, com responsabilidade nas áreas de Relações Internacionais, na Gestão Académica, na Pedagogia, na Cultura e na Creditação e Avaliação Pedagógicas. Foi, também, presidente da Associação Portuguesa de Literatura Comparada.
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NOTA: Fotografias da capa (pormenor) e no interior do livro da autoria de José Maria Pimentel (gentilmente cedidas por Telo de Morais).
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Registo de notícias e outras referências:
http://www.joaquimevonio.com/PDF/abr2011_ag_84_coimbra.pdf
http://gazetadecoimbra.pse-engineering.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=92129:mar-da-palavra---edi%C3%A7%C3%B5es,-lda.:-leituras-de-torga,-textos-%3Cb%3E...%3C/b%3E&catid=1:blogs&Itemid=50
http://www.bibliofeira.com/livro/428196444
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:ThMjDRoWTSsJ:www.philippinesdaily.info/cebu/blogs/Cristina-Rota.html+%22Leituras+de+Torga%22&cd=9&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt&source=www.google.pt
http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=12450&Itemid=135
http://www.ofigueirense.com/seccao.php?id_edi=230&id_sec=1
http://ftp.pt.cision.com/download/20110429/Universidade_Catolica_Portuguesa_Universidade_Catolica_Portuguesa_634396675656546629.pdf
http://blog-daradio.blogspot.com/2011/04/leituras-de-torga.html
http://issuu.com/campeaodasprovincias/docs/jornal571_28_04_2011
http://www.wook.pt/ficha/leituras-de-torga/a/id/10928925
http://es-la.connect.facebook.com/event.php?eid=216696645024731
http://issuu.com/tcpnews/docs/maio_2011_def_a
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEga-vWzWAFTkvaMz_7Vpml8VkamF0LRrixwhlZXmJtTsXu3lkxJzd7PwC6T2NYY_aPStk2BF6kqVQ_2GDXOIesujOpaZGZQ0_SJLHhBckFfCksDGbVeAvzeJUyG_OzTXiJdQk8GLcYu0AjC/s1600/Convite+COIMBRA_Leituras_de_Torga.jpg
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiOkPAE25bXhMuV-YAU7B549Z982Zi-4GQkm0p31lPeNdtUaNnyeXnogdDvkAk6jSX4IRk3OCxdcRu-Wgughg7t9bVKK-ksGVIcbFyYUfkgyhqgwODHGZxRt5yQhnp5iNJJB0UJOWjTx1cA/s1600/Convite+FIGUEIRA+FOZ_LeitTorga.jpg
http://ccarranca.blogspot.com/2011_04_01_archive.html
http://www.ofigueirense.com/seccao.php?id_edi=232&id_sec=1
http://www.bertrand.pt/ficha/leituras-de-torga?id=10928925

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Centenário da morte de Fialho de Almeida

Ao ser assinalado o centenário da morte de José Valentim Fialho de Almeida (1857-1911), a editora Mar da Palavra propõe a leitura da obra "Eça de Queirós", com textos deste ensaísta e cronista, também autor de "A Cidade do Vício", "Lisboa Galante", "O País das Uvas", etc.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

AO SABOR DAS PEQUENAS COISAS, romance de Joaquim Manuel Pinto Serra

PRÉMIO LITERÁRIO FIALHO DE ALMEIDA 2012, pela Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos (SOPEAM)


Os ponteiros dos relógios imprimiam à reunião, nesses enfadonhos instantes, um ritmo muito mais lento, tão lento como os bocejos que, por vezes, aconteciam. No próximo ano, se fossem vivos, lá estariam, de novo, para uma hora de recordações e outra de muita saudade. E cinco minutos, no fim, para se encorajarem uns aos outros, sobretudo aos que a vida tinha oferecido um qualquer infortúnio. Depois, muitos sorrisos generosamente cedidos com acalorados abraços e votos de felicidades. Para o ano, tudo continuaria na mesma... E isso era um sinal inequívoco de que muitos marcariam, mais uma vez, as suas presenças para lembrar as aulas em que todos eram felizes. E as miúdas que engatavam, os castigos que sofriam, as malandrices inventadas em noites que se prolongavam pelas madrugadas distantes, quando a poesia sonhava e tudo ainda sorria. Até um regresso a casa pelas mãos da bebedeira. E muita, muita alegria...
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O AUTOR:
Médico psiquiatra e escritor, Joaquim Manuel Pinto Serra movimenta-se entre Coimbra (sua terra adoptiva), Lisboa (onde permanece regularmente durante os dias necessários à sua ânsia de cultura, em tertúlias de arte e de convívio) e Loulé (sua terra natal).
Este seu romance (o segundo), depois dos onze livros já publicados, desvia-se da linha tradicional e literariamente comedida a que se entregara nas anteriores obras de ficção, embora, nos seus contos, já se descobrisse a ironia que lhes está subjacente e, nos últimos, a irreverência no modo de confrontar os leitores com a realidade menos puritana da sociedade.
Nesta sua nova experiência literária, expressa-se livre de preconceitos hipócritas, ao observar o outro lado da vida e ao retratá-la bem longe, certamente, da sensibilidade e da musicalidade da sua poesia. Nunca esquecendo que ambas as realidades se complementam no desejo natural e emocionante que é a arte de viver.
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BIBLIOGRAFIA:
É autor das publicações “As mãos e o silêncio” (Prémio Nacional de Poesia da Vila de Fânzeres – 1998), “Mágoas de solidão e desassossego” (1.ª Menção Honrosa do Prémio António Patrício da SOPEAM – 1998), “Cinco canções de amor para violino e orquestra” (Prémio António Patrício da SOPEAM – 2000), “De passagem para o outro lado da ternura” (Menção Honrosa do Concurso Arte na Medicina da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos – 2003) e “Pelas margens da serenidade” (Prémio António Patrício da SOPEAM – 2004), já com chancela da Mar da Palavra, em Novembro de 2005. É autor das colectâneas “Estas aparências que nos doem” (1.ª Menção Honrosa do Concurso Nacional de Conto Manuel da Fonseca – 2004), “Os novíssimos afectos” (Menção Honrosa do Prémio Literário Paul Harris – 2005), também editadas pela Mar da Palavra (Dezembro de 2004 e Maio de 2006). A obra “O outro mundo em nós”, publicada em Fevereiro de 2007, completa a trilogia ficcional na modalidade de conto, dez meses após a publicação do romance “As palavras sensuais da nossa ausência”. Em Junho de 2008, experimenta a literatura juvenil, em co-autoria com Maria Armanda Tavares Belo, com o livro “Uma professora ao canto do olho”. Com “Marginalidades e alguns poemas de amor”, a sua décima primeira obra publicada (em Abril de 2009), J. M. Pinto Serra regressou às origens da sua escrita e da marca poética, assumindo um tom coloquial, ao jeito de quem conversa com os leitores. Está representado na obra “Louvor a Cascais – Antologia em prosa e poética do passado ao presente” (2003).
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Ilustração da capa:
Pormenor do cartaz Salon des Cents, de Alfons Mucha (1896).
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NOTA DA EDITORA:
A linguagem, por vezes, crua e áspera e algumas situações aparentemente excêntricas, neste romance de Joaquim Manuel Pinto Serra, convidam à chamada de atenção na cinta do livro: LEITURA EVENTUALMENTE CHOCANTE…
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Registo de notícias e outras referências:
http://issuu.com/campeaodasprovincias/docs/jornal553_23_12_2010
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:f0Qxq_WFLucJ:www.sequimcitywalk.com/article-ao-sabor-das-pequenas-coisas-romance-de-joaquim-manuel-pinto-serra.html+%22ao+sabor+das+pequenas+coisas%22&cd=6&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt
http://ospoetasdaapp.blogs.sapo.pt/286111.html
http://cultura.centralblogs.com.br/post.php?href=convite+do+associado+joaquim+manuel+pinto+serra&KEYWORD=27074&POST=3871458&
http://onlinebackupv.posterous.com/convite-do-associado-joaquim-manuel-pinto-ser
http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=115624
http://www.planetalgarve.net/index.php?option=com_content&view=article&id=220%3Aloule--apresentacao-do-livro-ao-sabor-das-pequenas-coisas-de-joaquim-manuel-pinto-serra&catid=22%3Anoticias&Itemid=66&lang=pt
http://mlking.cmhttp://estrolabio.blogs.sapo.pt/tag/loul%C3%A9-loule.pt/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=5317
http://nlusofonia.blogspot.com/2011/02/apresentacao-do-romance-ao-sabor-das.html
http://www.wook.pt/ficha/ao-sabor-das-pequenas-coisas/a/id/10300666
www.bibliofeira.com/livro/764697442
http://www.sequimcitywalk.com/article-ao-sabor-das-pequenas-coisas-romance-de-joaquim-manuel-pinto-serra.html
http://www.destakes.com/redir/8b8b4f8b5bccc27bde6f5e0498ff886c
http://www.carteia.pt/pagina/edicao/15/54/noticia/1367
http://pesquisabmc.cm-coimbra.pt/docbweb2/plinkres.asp?Base=ISBD&Form=COMP&StartRec=0&RecPag=5&NewSearch=1&SearchTxt=%22TI%20Ao%20sabor%20das%20pequenas%20coisas%20:%20romance%22
http://webcache.googleusercontent.com/search?hl=pt-PT&q=cache:MOIbCJhA1REJ:http://m.sapo.pt/search/?t=news&q=De+la+guerre+%22Ao+sabor+das+pequenas+coisas%22&ct=clnk
http://www.observatoriodoalgarve.com/cna/noticias_ver.asp?noticia=45133
http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1476991.html
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:_DVxPDU94NoJ:triplov.com/triplo2/2011/05/26/convite-do-socio-joaquim-manuel-pinto-serra-2/+%22Ao+sabor+das+pequenas+coisas%22&cd=19&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt&source=www.google.pt
http://onlinebackupv.posterous.com/convite-do-socio-joaquim-manuel-pinto-serra
http://letraseconteudos.blogspot.pt/2012/05/medico-e-escritor-de-lamego-andre_24.html
http://estrolabio.blogs.sapo.pt/tag/loul%C3%A9

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

EÇA DE QUEIRÓS, de Fialho de Almeida (Selecção e Introdução de António Apolinário Lourenço)

É evidente que não poderemos atribuir em exclusivo a evolução do juízo crítico de Fialho de Almeida sobre Eça à inveja ou à castidade, uma vez que essa mudança está também directamente relacionada com o percurso de Fialho como crítico e ficcionista. À profunda identificação ideológica do escritor com o Naturalismo, ficcionalmente traduzida principalmente na sua novela intitulada “A Ruiva”, segue-se um manifesto afastamento, que dará lugar às manifestações de franca hostilidade patenteadas em vários textos de “Os Gatos”.

António Apolinário Lourenço
(da Introdução)
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Reúnem-se neste volume os artigos que Fialho de Almeida dedicou a Eça de Queirós, desde a breve recensão de O Primo Basílio, publicada em 1878 no Museu Ilustrado, até ao famigerado texto publicado na Revista Quinzenal Ilustrada, em 16 de Setembro de 1900, um mês apenas após a morte do romancista. Apesar da inesperada crueza do artigo final, a leitura de todos os textos permite detectar uma linha evolutiva na opinião crítica de Fialho sobre Eça, que ajuda a entender que o juízo de Fialho não é completamente arbitrário.
Dois dos textos reunidos no volume, as recensões de O Primo Basílio e de O Crime do Padre Amaro, não tinham sido nunca recolhidos num livro. Completam o volume, a Introdução de António Apolinário Lourenço e a carta de Eça de Queirós a Fialho de Almeida, em resposta à crítica que o autor de O País das Uvas havia publicado sobre Os Maias.
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SELECÇÃO E INTRODUÇÃO:
António Apolinário Lourenço é professor de Literatura Espanhola na Universidade de Coimbra, coordenador da área de Estudos Espanhóis da mesma Universidade, e também coordenador do grupo de investigação “Literatura sem Fronteiras” do Centro de Literatura Portuguesa (CLP). Entre os livros que publicou, destacam-se "Identidade e alteridade em Fernando Pessoa e Antonio Machado" (1995, traduzido para espanhol em 1997), "Eça de Queirós e o Naturalismo na Península Ibérica" (2005, com a chancela da editora Mar da Palavra) e "Fernando Pessoa" (2009). Coordena a colecção “Biblioteca Lusitana” da editora Angelus Novus, na qual editou uma publicação anotada e comentada da "Mensagem", de Fernando Pessoa (2008).
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Co-edição com o Centro de Literatura Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
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REGISTO DE NOTÍCIA:
http://campeaoprovincias.com/pt/index.php?option=com_content&view=article&id=8716:lancado-livro-de-antonio-apolinario-lourenco&catid=32:outras-iniciativas&Itemid=160

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

"DESAFIOS EM TEMPOS DE CRISE - Relatório de Primavera 2010", do Observatório Português dos Sistemas de Saúde

“Para além das repercussões ao nível da, já visível, degradação das condições socioeconómicas de uma grande parte da população, que tende a acentuar-se, a crise económico-financeira mundial e o escasso crescimento das economias de muitos países fazem prever que, num futuro muito próximo, os governos se vejam obrigados a introduzir mecanismos adicionais de contenção, particularmente ao nível da despesa pública, com eventuais implicações na alocação de recursos para o sector da saúde.» (OPSS, 2010)
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O OPSS é uma parceria entre a Escola Nacional de Saúde Pública, o Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra e a Universidade de Évora.
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O OPSS olha o cidadão no sistema, faz análise da governação da saúde e perspectiva algumas tendências para o futuro, enquanto, face à crise económica e social, no espaço global onde nos inserimos, se nos colocam profundos desafios, mas onde é imediato transformar ameaças em oportunidades, se a decisão for fazer.
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1. Desde 2000, que o OPSS acompanha, analisa e relata em cada ano o desenvolvimento do sistema de saúde português e a evolução da qualidade da governação da saúde. Na descrição que faz sobre a qualidade da governação de saúde, o OPSS não toma posição sobre as agendas políticas de cada ciclo de governação.
2. Esta observação centra-se na análise dos princípios de boa governação em saúde e na implementação das agendas políticas, referendadas. Os princípios observados são resumidamente os seguintes:
• transparência informativa na implementação, monitorização e avaliação das políticas desenvolvidas;
• rigor na explicitação dos resultados esperados pelas politicas adoptadas e fundamentação na evidência disponível destas expectativas;
• adequação na utilização dos instrumentos normativos, face às questões organizacionais, de gestão, de inovação e de motivação no sistema de saúde;
• democratização dos processos de governação e de gestão da saúde, sobretudo na explicitação dos critérios de mobilização e de distribuição dos recursos, da descentralização das decisões para mais próximo dos problemas e das pessoas, com o simultâneo grau de responsabilização; e
• envolvimento dos diferentes actores sociais na realização e impacto dessas políticas na sua implementação. Isto é, passar da governação para o conceito de "governança".
3. A análise da governação da saúde tem sido realizada pelo OPSS da seguinte forma:
• predefinição dos temas de governação de saúde que faz sentido avaliar face à situação da saúde do País e às agendas políticas prevalentes;
• recolha de toda a informação e conhecimento disponíveis, dentro e fora do trabalho realizado pelos colaboradores do OPSS, que pareça relevante para os temas seleccionados;
• envolvimento de investigadores que estejam a desenvolver áreas do conhecimento que importa incluir no processo de análise; e
• exercício interpretativo por consenso entre os colaboradores do OPSS, seleccionados pelas suas competências académicas em políticas de saúde, pela sua multidisciplinaridade e disponibilidade para declarar conflitos de interesses em relação aos temas que são chamados a analisar.
4. O OPSS, além do olhar sobre o sistema prestador e sobre a tipologia de respostas que se apresentam, tem imperiosa necessidade de centrar a sua atenção sobre o cidadão no sistema. Importa sair de uma lógica de análise da oferta para uma lógica de análise da procura. Estes exercícios não são frequentes entre nós, nem tão-pouco o sistema se organiza nessa perspectiva. Daí a preocupação na auscultação do cidadão, quer seja na vertente das percepções quer das expectativas, quer ainda na análise da sua participação no sistema.
5. Para além da observação que resulta do facto de todos os governos convidados a assistir e a participar na apresentação do Relatório de Primavera do OPSS terem aceitado fazê-lo, através do ministro da Saúde ou, muito excepcionalmente, através dos secretários de Estado, importa realçar, desde já, como resultado dessa participação, duas áreas onde a persistência da análise e o rigor das criticas permitiram a inversão dos processos – tempos de espera cirúrgicos e utilização de antibióticos, para lá do acompanhamento directo da evolução das alterações efectuadas nos cuidados de saúde primários. No entanto, estes resultados levam-nos a uma maior exigência na análise, a um maior rigor na recolha da evidência disponível; mas, sobretudo, a imperiosa necessidade de acesso a informação primária, a fim de que possamos manter, desenvolver e consolidar análise precisa e independente.
6. Face à apreciação crescentemente mais positiva por parte dos agentes políticos e sociais do papel do OPSS, ao entendimento dos investigadores sobre o papel de responsabilidade social que o mesmo foi gradualmente adquirindo na sociedade portuguesa e porque a Fundação Calouste Gulbenkian decidiu associar-se a este projecto, foi possível manter esta análise anual e começar a estruturar os desenvolvimentos metodológicos e comunicacionais, considerados necessários para uma evolução satisfatória dos exercícios de observação e comunicação sobre a governação da saúde em Portugal.

Os coordenadores do OPSS,
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Contribuíram para a realização deste Relatório:

COORDENAÇÃO:
Ana Escoval
Constantino Sakellarides
Manuel Lopes
Pedro Lopes Ferreira
EQUIPA TÉCNICA:
Filipe Rocha
Joana Frade
João Pedro Jesus
INVESTIGADORES COLABORADORES:
Ana Cristina Mesquita
Ana Rita Pedro
Ana Tito Lívio
António Leuschner
Cipriano Justo
Diana Martins
Elaine Pina
Fátima Bragança
Inês Teixeira
João Marques Figueira
Luís Saboga Nunes
Manuel Schiappa
Marta Lopes Martins
Mauro Serapioni
Patrícia Antunes
Patrícia Barbosa
Paulo Espiga
Paulo Freitas
Paulo K. Moreira
Paulo Sousa
Pedro Beja Afonso
Rute Simões Ribeiro
Suzete Cardoso
Tânia Matos
Teodoro Briz
Teresa Maia
Vanessa Nicolau
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CAPA:
Imagem concebida por João Figueira, com base na obra de Joseph Turner intitulada "The Shipwreack" (1805)
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Registo de notícias e outras referências:
http://www.bertrand.pt/home/index/8066x5839x6022x6026/temas?restrictsinc=1912&facetcodeinc=edi_id
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Filme de apresentação do Relatório de Primavera 2010:
http://www.youtube.com/watch?v=53O8SKAauVQ

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

50 ANOS DO CAPC - Uma faceta das Artes Plásticas em Coimbra

Após pesquisa aturada, observou-se a ausência de estudos mais aprofundados, académicos ou outros, que nos contem o percurso do Círculo de Artes Plásticas e a sua ligação com a cidade de Coimbra. Existem, no entanto, alguns estudos parcelares sobre o Círculo, que abordam períodos específicos da sua história, sendo uma referência importante mas sem uma abordagem abrangente. Daí a ideia e a pertinência da realização de um estudo persistente e sistematizado, balizado cronologicamente, que permitisse uma reflexão sobre a vida e a evolução desta instituição cultural, a qual teve como princípio norteador o ensino, a criação e a divulgação das Artes Visuais.
Intimamente, a história do Círculo associa se à da Associação Académica e, portanto, não podemos olvidar a contextualização política, social e cultural, e todas as transformações do País, durante estes 50 anos.
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AUTORA:
Hilda Moreira de Frias é licenciada em História (variante de História da Arte), pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e mestre em Arte, Património e Restauro – Gestão Patrimonial, pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Prepara a dissertação de doutoramento em História da Arte da Época Moderna/Contemporânea, na Universidade de Salamanca.
Foi bolseira da Fundação Oriente para realizar investigação sobre Arte de Entalhe na Antiga Índia Portuguesa, entre os anos de 1995 e 1997.
Foi técnica de apoio científico no Mosteiro dos Jerónimos/Torre de Belém, entre 1996 e 2000, e monitoria no Serviço Educativo do Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém, de 1997 a 2000.
É membro da equipa de monitores do Sector de Educação do Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão da Fundação Calouste Gulbenkian, desde 1997.
Docente do ensino superior desde 2000, é coordenadora da Área de Expressões Artísticas e professora dos cursos de História da Arte em Portugal e de História da Moda do CCL-ISCTE.
Tem leccionado diversos cursos nas áreas de História da Joalharia, História da Arte e da Dança e História da Arte em Portugal.
Colabora com várias instituições no âmbito dos sectores de Educação, nomeadamente com o Museu Gulbenkian, o Museu Nacional de Arte Antiga e a Casa das Histórias – Paula Rego.
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CAPA: Imagem concebida por Cláudio Lira (designer gráfico)
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Sessão de apresentação do livro, nas instalações do CAPC em Coimbra, no dia 28.09.2010 (na fotografia são identificados a autora, Hilda Frias, Emílio Rui Vilar , M.ª José Azevedo Santos, António Olaio e Carlos Antunes):
http://www.facebook.com/home.php?sk=group_161971487166742&id=188531604510730#!/photo.php?fbid=1613449146066&set=t.1531435713

Registo de notícias:
http://www.asbeiras.pt/2010/09/livro-conta-50-anos-do-capc/
http://www.asbeiras.pt/2010/10/ainda-a-vanguarda-segundo-o-capc/
http://pt-pt.facebook.com/permalink.php?story_fbid=117613371628294&id=152342771466251
http://www.culturacentro.pt/noticia.asp?id=315
http://www.artecapital.net/recomendacoes_ev.php?ref=127
http://www.artecapital.net/recomendacoes_ev.php?ref=125
http://ml.ci.uc.pt/mhonarchive/museum/msg04723.html
http://www.joaquimevonio.com/Agenda/set2010_agenda_65_coimbra_link.html
http://www.cidade-coimbra.com/Ultimas/LIVRO-50-anos-do-CAPC-Uma-faceta-das-Artes-Plaacutesticas-em-Coimbra-Ministeacuterio-da-Cult.html
http://webcache.googleusercontent.com/search?hl=pt-PT&start=40&q=cache:aEmZwx4PyxIJ:http://pufmagazine.blogspot.com/2010_09_01_archive.html+%2250+anos+do+capc%22&ct=clnk
https://mail.google.com/mail/?ui=2&ik=5a9e429c5b&view=att&th=12f7c7c23d6a748e&attid=0.1&disp=inline&realattid=f_gmru3pts1&zw

http://www.biblartepac.gulbenkian.pt/ipac20/ipac.jsp?session=135654JS67M42.2902789&profile=ba&source=~!fcgbga&view=subscriptionsummary&uri=full=3100024~!223950~!6&ri=1&aspect=basic_search&menu=search&ipp=20&spp=20&staffonly=&term=Coimbra.+C%C3%ADrculo+de+Artes+Pl%C3%A1sticas&index=SUBJECT&uindex=&aspect=basic_search&menu=search&ri=1#focus

Programa televisivo CÂMARA CLARA (28 de Novembro de 2010):
http://camaraclara.rtp.pt/#/arquivo/194

quinta-feira, 10 de junho de 2010

ROTA DA VIDA (romance), de Fátima Nascimento


Mariana ainda se lembrava daquele trajecto. Punha-se no destino num instantinho. Desde que ficara desempregada, toda a condução era feita evitando, a todo o custo, o gasto desnecessário de combustível.
Voltou a concentrar-se na condução, com a ajuda da música calma da sua estação de rádio favorita, que os miúdos contestavam mas à qual, durante as viagens, se rendiam deliciados.
O resto da viagem decorreu sem percalços. Saíram da auto-estrada, rumando à nacional que os levaria ao terminal onde apanhariam o ferry, que os transportaria até à outra margem fluvial. Os seus olhos demoraram-se na contemplação daquela larga superfície de água agitada, que espelhava o cinzento carregado do céu e era fustigada pela forte chuva.
Mariana observou, pelo retrovisor, a traseira da carrinha. Estava cheia de caixotes que transportavam os objectos pessoais, livros, dvd e não só, que iriam decorar a nova casa.
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Uma vida de insucesso.
A decisão corajosa.
A vida na rota do desconhecido.
Para Mariana e os filhos, a mudança era uma necessidade para ultrapassar uma vida infeliz. O que nunca imaginaram foi a surpresa que a própria vida lhes reservava como recompensa para a sua coragem…
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AUTORA:
A autora escolheu os dois nomes do meio, o próprio e o apelido, para assinar os textos resultantes das suas viagens pelo mundo da escrita – Fátima Nascimento –, mas o seu nome completo é Maria de Fátima do Nascimento Dias.
Nasceu em Lisboa, em plena época carnavalesca, no dia 13 de Fevereiro de 1964 e viveu, até aos dois anos de idade, em Moscavide. Nessa altura, foi viver para uma pequena vila do interior do País, onde passou grande parte da sua infância, adolescência e juventude. Quando entrou na faculdade, o seu pai decidiu-se pela compra de um andar no Entroncamento, cidade onde vive, até agora!
Começou por frequentar o curso de Arqueologia da Universidade do Porto e, pouco depois, foi para Lisboa, onde se licenciou em Línguas e Literaturas Modernas, na variante de Estudos Portugueses e Franceses. É professora de Português e de Francês, há mais de vinte anos…
Fez uma pós-graduação em Ciências Documentais, outra em Ensino do Português como Língua Estrangeira e ainda outra em Comunicação e Expressão.
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Em Maio de 2008, viu editada a sua primeira obra – "Contornos" (prosa); em Dezembro do mesmo ano, surgiu a obra poética "O Espelho da Vida". Um ano depois, mais concretamente, em Maio de 2009, saiu "Contornos 2" (prosa). E, recentemente, em Abril de 2010, apareceu o livro duplo "A Curva do Destino" / "O Sonho".
Agora, é a vez do romance "Rota da Vida", sob a chancela da editora Mar da Palavra.
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CAPA: Imagem fotográfica da autoria de Maria Alexandra Dias Martins (modelo fotográfico: Maria Inês Dias Martins)