sexta-feira, 19 de novembro de 2010

EÇA DE QUEIRÓS, de Fialho de Almeida (Selecção e Introdução de António Apolinário Lourenço)

É evidente que não poderemos atribuir em exclusivo a evolução do juízo crítico de Fialho de Almeida sobre Eça à inveja ou à castidade, uma vez que essa mudança está também directamente relacionada com o percurso de Fialho como crítico e ficcionista. À profunda identificação ideológica do escritor com o Naturalismo, ficcionalmente traduzida principalmente na sua novela intitulada “A Ruiva”, segue-se um manifesto afastamento, que dará lugar às manifestações de franca hostilidade patenteadas em vários textos de “Os Gatos”.

António Apolinário Lourenço
(da Introdução)
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Reúnem-se neste volume os artigos que Fialho de Almeida dedicou a Eça de Queirós, desde a breve recensão de O Primo Basílio, publicada em 1878 no Museu Ilustrado, até ao famigerado texto publicado na Revista Quinzenal Ilustrada, em 16 de Setembro de 1900, um mês apenas após a morte do romancista. Apesar da inesperada crueza do artigo final, a leitura de todos os textos permite detectar uma linha evolutiva na opinião crítica de Fialho sobre Eça, que ajuda a entender que o juízo de Fialho não é completamente arbitrário.
Dois dos textos reunidos no volume, as recensões de O Primo Basílio e de O Crime do Padre Amaro, não tinham sido nunca recolhidos num livro. Completam o volume, a Introdução de António Apolinário Lourenço e a carta de Eça de Queirós a Fialho de Almeida, em resposta à crítica que o autor de O País das Uvas havia publicado sobre Os Maias.
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SELECÇÃO E INTRODUÇÃO:
António Apolinário Lourenço é professor de Literatura Espanhola na Universidade de Coimbra, coordenador da área de Estudos Espanhóis da mesma Universidade, e também coordenador do grupo de investigação “Literatura sem Fronteiras” do Centro de Literatura Portuguesa (CLP). Entre os livros que publicou, destacam-se "Identidade e alteridade em Fernando Pessoa e Antonio Machado" (1995, traduzido para espanhol em 1997), "Eça de Queirós e o Naturalismo na Península Ibérica" (2005, com a chancela da editora Mar da Palavra) e "Fernando Pessoa" (2009). Coordena a colecção “Biblioteca Lusitana” da editora Angelus Novus, na qual editou uma publicação anotada e comentada da "Mensagem", de Fernando Pessoa (2008).
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Co-edição com o Centro de Literatura Portuguesa da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
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REGISTO DE NOTÍCIA:
http://campeaoprovincias.com/pt/index.php?option=com_content&view=article&id=8716:lancado-livro-de-antonio-apolinario-lourenco&catid=32:outras-iniciativas&Itemid=160

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