segunda-feira, 3 de junho de 2013

ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS – Quanto será controlado?

Imagem retirada de http://www.adcraviadal.pt/
O Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas (PIAC) determinou que precisamos de manter entre 450 e 550 partes por milhão (ppm) de CO2e (equivalente de dióxido de carbono - uma medida utilizada para comparar emissões de vários gases com efeito de estufa) na atmosfera para “evitar uma interferência antropogénica perigosa no nosso sistema climático”. Temos actualmente uma concentração atmosférica de 430 ppm e estamos a libertar sete mil milhões de toneladas de CO2 por ano através da queima de combustíveis fósseis. Isto significa que estamos a aumentar a concentração global em seis ppm por ano simplesmente pela utilização de combustíveis fósseis, não incluindo os outros, mais potentes, GEE. O consenso científico é que o clima se irá alterar acentuadamente se atingirmos o dobro das concentrações anteriores à Revolução Industrial, alcançando 560 ppm; e estima-se que o nosso nível actual de emissões duplique dentro dos próximos 50 anos. No global, para haver uma estabilização na amplitude desejada será necessário que as emissões anuais se reduzam mais de 80 por cento abaixo dos níveis actuais. Esta é uma descoberta importante, pois a meta desejada determina a severidade dos sistemas de controlo considerados necessários para a atingirmos.

In «Alterações Climáticas – Qual é a sua estratégia?», de Andrew J. Hoffman e John G. Woody (tradução de Marta Pereira da Silva e revisão de Vera César), colecção «Conceitos Actuais» (n.º 9), Actual Editora (Conjuntura Actual Editora, S.A.), Lisboa, Janeiro de 2010. 

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