quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

"O piano adormecido", de António Vilhena (texto) e Andreia Travassos (ilustração)


"O Piano Adormecido" é a primeira obra de literatura para a infância da autoria de António Vilhena, escritor que tem mantido uma colaboração regular no “Diário da Turma”, suplemento infanto-juvenil e mensal do “Diário de Coimbra”.
Estamos perante uma escrita que transmite o encantamento do regresso às origens, capaz de animar o imaginário e a fantasia de cada um de nós, quando nos contam uma reconfortante história, mesmo no mundo dos adultos.A magia deste pequeno livro encontramo-la na poesia que António Vilhena sabe colocar no antigo piano da casa da avó Mariana, que também era o luxuoso quarto do gato Jeremias.
Foi o menino Afonso quem redescobriu a alegria que há nos sons ensaiados no velho piano, ao mesmo tempo que se surpreendia com o canto das andorinhas.O sonho de Afonso tinha a ver com uma conversa entre animais que gostavam de música e com a necessidade de uma andorinha querer acordar o esquecido piano. O desejo cumpriu-se: Afonso acordou o piano que imitava o canto das aves, na Primavera.
Nesta pequena obra, o simbolismo do sonho ajuda a iluminar um quotidiano cinzento e, talvez, ainda a ultrapassar dilemas infantis. Aqui, não há maniqueísmos nem heróis, apenas um texto onde se identifica a beleza das coisas simples, tão bem coloridas pela ilustradora Andreia Travassos.
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Registo de notícias e outras referências:
http://nasfaldasdaserra.blogspot.com/2006/12/antnio-vilhena-e-andreia-travassos.html
http://nasfaldasdaserra.blogspot.com/2007/07/antnio-vilhena-d-conhecer-o-piano.html
http://biblioteca-marupiara.blogspot.com/2011/04/o-piano-adormecido-antonio-vilhena.html
http://jornaldefafe.blogspot.pt/2012/07/club-alfa-obra-poetica-canto.html

Um ano de governação em Saúde: sentidos e significados - Relatório de Primavera 2006


O Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS) é uma parceria entre a Escola Nacional de Saúde Pública, a Faculdade de Economia de Coimbra - Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra e o Instituto Superior de Serviço Social do Porto.
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Colaboraram no Relatório de Primavera 2006:
Ana Escoval
António Rodrigues
Cipriano Justo
Constantino Sakellarides
Fernando Gomes
Francisco Batel Marques
Inês Teixeira
Joana Sousa Ribeiro
José Luís Biscaia
Luís Saboga Nunes
Manuel Schiappa
Manuela Mota Pinto
Paulo Kuteev Moreira
Pedro Beja Afonso
Pedro Lopes Ferreira (coordenador)
Suzete Gonçalves
Victor Raposo

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

"Avaliação multidimensional em idosos", de Pedro Lopes Ferreira, Rogério Rodrigues e Dália Nogueira (com prefácio de Cipriano Justo)


"Avaliação multidimensional em idosos", da autoria de Pedro Lopes Ferreira, Rogério Rodrigues e Dália Nogueira, é o livro que abre a colecção “Qualidade de Vida” da editora Mar da Palavra. Trata-se de uma obra patrocinada pelo Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra (CEISUC), com o apoio da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia).

APRECIAÇÃO CRÍTICA:
A estratégia de obtenção de mais saúde centrada no ciclo vital é particularmente complexa quando se trata dos idosos. Mais do que em qualquer outra idade, é neste grupo etário que o resultado do cruzamento das decisões de ordem social, económica e ética adquire maior correlação e relevância, mas em que o efeito dessas decisões é também mais incerto porque é mais tensa a relação de agência que se estabelece entre esta população e os prestadores de cuidados de saúde. Essa tensão manifesta-se no reconhecimento da necessidade de delegar nos prestadores a tomada de decisões particularmente críticas e na reivindicação de seleccionar aquelas que, no plano da análise subjectiva, estão mais bem colocadas para responder às necessidades sentidas.
(...) Este trabalho utiliza o Old American Resources and Services (OARS), um questionário desenvolvido pelo Center for the Study of Aging and Human Development da Universidade Duke (EUA) e destinado a avaliar a capacidade funcional dos idosos em cinco dimensões da sua qualidade de vida: (i) bem-estar físico e saúde percebida, (ii) bem-estar psíquico, (iii) disponibilidade de ajuda informal sociofamiliar e disponibilidade de ajuda institucional, (iv) disponibilidade económica para satisfação de necessidades básicas e não básicas, (v) actividades da vida diária, medindo ainda a utilização e a necessidade sentida de vários tipos de serviços.
(...) A robustez demonstrada por esta ferramenta vem aconselhar a sua aplicação de uma forma mais sistemática sempre que estiver em causa a alocação de recursos para se obterem ganhos em saúde neste grupo etário.

Cipriano Justo 
(médico e professor universitário)
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CAPA:
Reprodução do quadro El Perro Semihundido ou El Perro en Arena, de Francisco Jose de Goya
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Registo de notícias e outras referências:
http://www.tempomedicina.com/Arquiv.aspx?Search=mar+da+palavra 

Novo serviço público da Saúde - Novos desafios. Relatório de Primavera 2005


O Observatório Português dos Sistemas de Saúde (o OPSS) é uma parceria entre a Escola Nacional de Saúde Pública, a Faculdade de Economia de Coimbra - Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra e o Instituto Superior de Serviço Social do Porto.
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Contribuíram para a realização deste Relatório:
COORDENADOR
Constantino Sakellarides
INVESTIGADORES FUNDADORES DO OPSS
Ana Escoval
Cipriano Justo
Jorge Correia Jesuíno
Jorge Simões
José Luís Biscaia
Manuel Schiappa
Paulo Ferrinho
Pedro Lopes Ferreira
Suzete Gonçalves
Teodoro Briz
Vasco Reis
Vítor Ramos
SECRETARIADO TÉCNICO
Marta Cerqueira
Filipe Rocha
INVESTIGADORES COLABORADORES
Alexandre Jardim
Álvaro Carvalho
António Rodrigues
Carla Courelas
Cláudia Conceição
Fernando Gomes
Francisco Batel Marques
João Carrasco
Luís Saboga Nunes
Patrícia Barbosa
Paulo Kuteev-Moreira
Padro Afonso
Vítor Raposo

"Os novíssimos afectos", colectânea de contos de Joaquim Manuel Pinto Serra


"Os novíssimos afectos", da autoria de Joaquim Manuel Pinto Serra, obra que mereceu a Menção Honrosa do Prémio Literário Paul Harris – 2005, é o terceiro livro da colecção “Cais da ficção” da editora Mar da Palavra.
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(...) Era o início da avalanche repercutindo-se nas cedências e nas intenções dos afectos mais audazes de dois casais unidos por uma extraordinária amizade e por uma intimidade insolúvel, repleta de incertezas.
Foi com a maior naturalidade, própria dos tempos novíssimos, que os quatro aceitaram, após uma noite de copos e de algumas discotecas, o que era óbvio e preciso: estavam todos apaixonados, embora por pessoas diferentes!... A vida trocara-lhes as voltas e os projectos iniciais tinham sofrido alterações, quando eles menos esperavam... Como peças de um xadrez, deixavam-se movimentar, mudando apenas de casa os peões no tabuleiro... Ocupavam novos lugares, mas a vida continuava, até que o xeque-mate viesse, irreversível e inesperado, pôr um fim naquele jogo que estava só no começo. Para quê, então, os dramas da separação tão em voga?... O mundo era imperturbável, tudo continuaria na mesma. Apenas alguns ajustes em frases mais renovadas, metódicas, muito sinceras, sem amuos desnecessários, neste planeta admirável, visto de um modo diferente..., com muita condescendência, e onde a transitoriedade da vida impõe regras maleáveis, inúteis, quase obscenas...
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CAPA: Reprodução de pintura de Olga Pragana

INcertezas... Gestão da mudança na Saúde - Relatório de Primavera 2004

O Observatório Português dos Sistemas de Saúde (OPSS) é uma parceria entre a Escola Nacional de Saúde Pública, a Faculdade de Economia de Coimbra - Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra, o Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa e o Instituto Superior de Serviço Social do Porto.
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O OPSS procura contribuir para a análise e comunicação efectiva sobre a governação da saúde em Portugal e sobre a evolução do sistema de saúde e dos seus determinantes.
O OPSS tem como finalidade proporcionar, a todos aqueles que, de uma maneira ou de outra, podem influenciar a saúde em Portugal, uma análise precisa, periódica e independente da evolução do sistema de saúde português e dos factores que a determinam. O propósito é facilitar a formulação e a implementação de políticas de saúde efectivas.
O OPSS não toma posição em relação às agendas políticas de saúde. Procura, antes, analisar objectivamente o que tem estado a acontecer no sistema de saúde, desde os processos de governação até às acções dos principais actores da saúde, reunindo a evidência que suporta esses processos, essas acções e os seus resultados.
A edição do Relatório de Primavera 2004 - "INcertezas... Gestão da mudança na Saúde" - dedica-se à análise da gestão da mudança em curso no sistema de saúde português. Está dividida em duas partes. A primeira procura proporcionar uma visão de conjunto do que tem sido a gestão da mudança no período de 2002-04. A segunda parte analisa, especificamente, alguns dos componentes mais importantes dessa mudança: Plano Nacional de Saúde, hospitais SA, centros de saúde, gestão das listas de espera e questões do medicamento.
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Contribuíram para a realização deste Relatório:
COORDENADOR
Constantino Sakellarides
INVESTIGADORES FUNDADORES DO OPSS
Ana Escoval
Cipriano Justo
Jorge Correia Jesuíno
Jorge Simões
José Luís Biscaia
Manuel Schiappa
Paulo Ferrinho
Pedro Lopes Ferreira
Suzete Gonçalves
Teodoro Briz
Vasco Reis
Vítor Ramos
SECRETARIADO TÉCNICO
Marta Cerqueira
Filipe Rocha
INVESTIGADORES COLABORADORES
Álvaro Carvalho
António Rodrigues
Cláudia Conceição
Emília Nunes
Fernando Gomes
Luís Saboga Nunes
Óscar Domingos Lourenço
Paulo Kuteev-Moreira
Pedro Afonso
Vítor Raposo
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FICHA TÉCNICA:
Livro: Incertezas… Gestão da mudança na Saúde – Relatório de Primavera 2004
Autor: Observatório Português dos Sistemas de Saúde
Editora:
 Mar da Palavra - Edições, Lda.
Colecção: Observatório da Saúde (N.º 1)
PVP:
 21,20 €
N.º de páginas:
 120
Formato:
 17,0 x 24,0 cm
ISBN:
 9728910167 (EAN: 9789728910167)

"Canto e lágrimas em terra quente", de Hernâni Caniço (com prefácio de Nuno Grande)



"Canto e lágrimas em terra quente", de Hernâni Pombas Caniço (médico de família e presidente da Associação Saúde em Português), é uma obra que resulta da colaboração em publicações relacionadas com a saúde e a solidariedade (nomeadamente, a revista "In Vivo", "Saúde 2mil" e boletim informativo "Ser Solidário"), expressando, como refere o prefaciador Nuno Rodrigues Grande, “uma filosofia de vida que identifica o autor”, enquanto “cidadão interventor que assume a responsabilidade cívica dos profissionais de saúde e que, por isso, se tem comprometido no esforço de contribuir para a defesa da dignidade de todos os cidadãos”.
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APRECIAÇÃO CRÍTICA:
Este livro expressa uma filosofia de vida que identifica o autor, pois traduz a dedicação ao outro, particularmente ao que necessita de ajuda, que caracteriza o projecto pessoal do Dr. Hernâni Caniço. De facto, a permanente fraternidade que se encontra nos projectos, nos propósitos e nas acções – que o orientam como homem e como cidadão – estão explicitados nas páginas desta obra, síntese dos saberes e dos valores que identificam uma cultura que se exprime em português. Por isso, a Saúde em Português, que é a mais demonstrativa expressão dessa identidade, abre a selecção dos textos escolhidos e apresentados, como se fosse uma nota prévia do que se encontra ao longo do livro.
De facto, a exaltação das qualidades mais nobres da condição humana integra o ideário da Saúde em Português e pode ser reconhecida na forma como se exprimem a memória e os afectos, que se desenham em cada recordação que nos é apresentada.
Neste livro, também se compreende a dimensão do cidadão interventor que assume a responsabilidade cívica dos profissionais de saúde e, por isso, se tem comprometido no esforço de contribuir para a defesa da dignidade de todos os cidadãos.
A lusofonia, espaço cultural que tem ajudado a construir, está desenhada em textos diversos, como:“Formação, formação… em comum”, “Tradição ainda”, “Há cooperação”, “Não só (mais) uma missão em Moçambique”, “Na rota da Índia: a língua portuguesa ainda”, “Timor continua”, “Macau em Português” e “Brasil dos brasis: um cravo renitente”.
Tem procurado estar presente sempre que os problemas sociais, especialmente na área da saúde, solicitam uma intervenção consciente e informada.Tal atitude se identifica em textos como “O que faz falta”, “A esperança solidária” e “Porque se morre de sida”.Neste prefácio, pretendo salientar os aspectos mais gerais que serão enriquecidos pela leitura cuidadosa desta obra.

Nuno Rodrigues Grande
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CAPA: Reprodução de pintura de Eduardo Castela

"Um quase diário de um quase nómada", de Duarte Klut (poesia) e António Alves (desenhos), com prefácio de Mário Silva


"Um quase diário de um quase nómada", da autoria de Duarte Klut, com desenhos do pintor António Alves, tal como o título sugere, dá alento à intenção de partilhar uma cosmovisão intimista e pessoal do autor, no decurso de certos períodos da sua vida, tendo em conta o modo como foram sentidos e vividos, de acordo com os seus estados de alma. Trata-se do quarto volume da colecção “Poemar” da editora Mar da Palavra.
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APRECIAÇÃO CRÍTICA:

A Poesia só a faz quem vive profundamente, quem contempla o mundo com a Alma. Assim, o “poema subsiste como um grito”, materializa as crenças, as dúvidas, os anseios e sonhos como uma fórmula mágica e sublime que permanece no “outro”. Isso fá-lo Duarte Klut no livro “Um quase diário de um quase nómada”.
Nesta obra, entre muitos escritos inéditos do Autor, resulta plenamente demonstrado que este “nómada”, observador permanente da realidade envolvente e do real pulsar da vida, “com um saber de experiência feito”, usa com mestria a harmonia das palavras, para despertar o sentimento do Belo e do Ser.
A isso não ficou indiferente António Alves, que inspirado pela lírica humanista do poeta, consegue materializar através do seu traço espontâneo e vigoroso, e no dinamismo das composições, a verdadeira essência poética do Autor. Simbiose perfeita entre as duas Artes! Este livro converte-se, deste modo, numa obra única, animada por um sopro espiritual com existência concreta que mergulha profundamente na Alma humana, não só na sua grandeza, miséria, pobreza espiritual, estreiteza de espírito, mas também no amor quase redentor.

Mário Silva
(advogado, pintor e músico)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Correspondência de um diplomata no III Reich - Veiga Simões: ministro acreditado em Berlim de 1933 a 1940


Lina Alves Madeira (introdução, selecção e organização), com prefácio de Luís Reis Torgal

"Correspondência de um diplomata no III Reich – Veiga Simões: ministro acreditado em Berlim de 1933 a 1940", da investigadora Lina Alves Madeira (responsável pela introdução, selecção e organização da obra), trata-se de um livro patrocinado pela Associação dos Amigos do Arquivo Histórico-Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) e pela Câmara Municipal de Arganil, com o apoio do Arquivo Histórico-Diplomático do MNE e do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX – CEIS20 – da Universidade de Coimbra – e é o primeiro volume da colecção “Barca de Cronos” da editora Mar da Palavra.
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APRECIAÇÃO CRÍTICA:
A colecção de documentos que agora apresentamos, da responsabilidade de Lina Madeira, que muito bem conhece o Arquivo do Ministério dos Negócios Estrangeiros, é fundamental para captar a representação do que se passou na Alemanha nazi segundo o ponto de vista do um embaixador português, Alberto Veiga Simões, que já foi alvo da sua tese de mestrado, apresentada à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e pouco depois publicada numa colecção da responsabilidade de Amadeu Carvalho Homem, que co-orientou a dissertação (Alberto da Veiga Simões. Esboço Biográfico). Trata-se de um político da Primeira República, que assumiu, enquanto jovem, uma posição cultural equívoca de “nova geração” e que, integrando-se na vida política activa, se foi desiludindo — e por certo foi desiludindo outros políticos, como o líder do Partido Evolucionista António José de Almeida — com a experiência republicana, mudando assim de tendência, como foi comum na época, menos, com certeza, por falta de coerência do que pela procura da “raiz” do pensamento e da prática do republicanismo. Este tipo de mudança trata-se, em geral, de um processo que vai de desilusão em desilusão e que acaba, algumas vezes, numa adesão mais ou menos consciente ao sistema político que se começou a formar por volta de 1930, ou ainda antes, mas que, noutros casos, termina num afastamento mais ou menos crítico em relação à generalidade das ideologias autoritárias que grassavam no tempo. (...) Se quisermos fazer uma comparação, que julgamos pertinente, com uma obra memorialística notável, recentemente publicada na nossa língua (Junho de 2005) — o livro de Sebastian Haffner, "História de um alemão" ("Gaschichte einen Deutschen", publicado no original em 2000) —, pode dizer-se que Veiga Simões, um português, começa a apreciar dramaticamente, ainda que com um olhar estrangeiro, o que se ia passando, quando o “alemão”, jovem jurista, termina o seu discurso, ainda necessariamente mais trágico, no ano fatídico de 1933. No plano editorial poderemos dizer, sem exagero, que ambas as obras são as mais interessantes saídas ultimamente dos prelos portugueses sobre o “ovo da serpente”, ou seja, os anos da Alemanha nazi que antecederam a dramática Segunda Guerra Mundial. (...) Uma nota final e curiosa: nunca se invoca nestas cartas, por comparação ou por oposição, o sistema de Salazar. Por tudo isto, e por outros motivos, estava mais que justificada a substituição na embaixada de Portugal em Berlim de Veiga Simões e um processo que o levou à passagem à disponibilidade e ao exílio. Augusto Veiga Simões, que nascera um ano antes de Salazar (em 1888) morre em Paris, já depois da guerra, em 1954. Terminará os seus dias como investigador, dedicado à história do seu país. E, na verdade, essa vocação já se sente nestes escritos diplomáticos agora publicados.

Luís Reis Torgal
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Registo de notícias e outras referências:
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:LEFIRg_UmLEJ:www.revista.brasil-europa.eu/130/Portugueses_em_Berlim.html+%22Mar+da+Palavra%22&cd=99&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt&source=www.google.pt
http://abemdanacao.blogs.sapo.pt/10523.html
http://www.ceis20.uc.pt/ceis20/publicacoes/index.php?target=detalhe-publicacao&id_publicacao=24&id_tipo_pub=1
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:KtmAWidcW30J:www.ipri.pt/publicacoes/revista_ri/rri.php%3Fidr%3D11+%22Correspond%C3%AAncia+de+um+diplomata+no+III+Reich%22&cd=8&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt&source=www.google.pt
http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:Xn4ZO4pnkK8J:www.ceis20.uc.pt/ceis20/site/index.php%3Ftarget%3DshowContent%26id%3D285%26id_lingua%3D1+%22Correspond%C3%AAncia+de+um+diplomata+no+III+Reich%22&cd=9&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt&source=www.google.pt
http://www.wook.pt/ficha/correspondencia-de-um-diplomata-no-iii-reich/a/id/178416
http://www.guardamor.com/livro.php?id=598
http://combustoes.blogspot.com/2011/07/leitura-de-ferias-veiga-simoes-em.html

«Poesia... ou talvez não», de Teresa Sousa Fernandes (com prefácio de Telo de Morais e ilustrado por Dulce Zamith)


(...) O título “Poesia... ou talvez não” certamente que deixa ao critério do leitor a classificação do género adoptado. Escrita que, na totalidade, se desenrola por estrofes, próprias do versejar, depõe a favor de poesia. Porém, porque o tema se cinge e se basta no contar uma estória, dir-se-ia tratar-se de prosa; mas o intimismo, a sensibilidade ressumbrante, conferem-lhe o cunho de prosa poética. Actualmente, entre poesia, na acepção clássica, já em desuso, e prosa bem doseada de emoções e afectos, cadinho de sentimentos, será que existem fronteiras demarcadas?
Teresa Sousa Fernandes, no seu estilo ágil e desenvolto, rico de experiências, sempre atenta ao mundo que a rodeia, escalpeliza-o com argúcia e na própria realidade colhe secretos enredos que nos seduzem e aguçam a curiosidade. Regra geral, mais ou menos dissimulado, lá se encontra uma pitada de humor, bem necessário condimento no desfiar da intriga. Com ou sem razão, não importa, quando lemos esta autora de vincada personalidade, acodem-nos sempre à memória os escritores Mário Zambujal e Dinis Machado, cada qual com as suas características pessoais. (...)
Telo de Morais
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FICHA TÉCNICA:
Livro: Poesia… ou talvez não
Autor: Teresa Sousa Fernandes
Capa e interior: Ilustração de Dulce Zamith
Editora:
 Mar da Palavra - Edições, L.da
PVP:
 10,60 €
N.º de páginas:
 56
Formato:
 13,0 x 19,0 cm
ISBN:
 97289810118 (EAN: 97897289810118)
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Registo de notícias e outras referências:
http://guitarradecoimbra.blogspot.com/2005/11/homenagem-annette-dalmeida.html
http://www.tempomedicina.com/noticias/12724